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Inteligência editorial · Radar de produção científica

Papers de 2026: o que a literatura mudou na pauta do psicólogo brasileiro

Dezenove estudos, diretrizes e decisões de 2025 e 2026, com o identificador conferido, o achado numérico, a limitação que a cobertura costuma deixar de fora e a pauta que cada um libera. A conversão de achado em ângulo por canal está no Radar de evidências, que esta página não repete.

A tese: o comparador mudou, o aparelho quase não

Em 14 de abril de 2026, o JAMA Network Open publicou um ensaio randomizado com 995 universitários israelenses em sofrimento psicológico, alocados um para um para um entre plataforma de IA, terapia de grupo presencial e lista de espera. A plataforma superou a terapia de grupo em ansiedade, com diferença média de -2,17 pontos no GAD-7, escala de 0 a 21 (IC 95% -2,67 a -1,67). Oito dias depois, o JMIR Mental Health publicou um ensaio de viabilidade de três braços com adultos recrutados online, no qual o ChatGPT sem protocolo clínico produziu d de -0,44 em sintomas depressivos e o aplicativo de terapia estruturada produziu -0,47, os dois contra o mesmo braço de avaliação apenas, em 44 e 60 participantes contra 43.

Os dois estudos foram lidos na imprensa como a mesma notícia. Eles medem coisas diferentes. O primeiro comparou a IA com uma intervenção humana de baixa intensidade e ganhou em ansiedade; o segundo comparou dois usos de IA entre si e não achou diferença. O que separa os números é a régua contra a qual cada um foi medido, e o campo mudou essa régua duas vezes em dezoito meses.

A consequência prática aparece quando as duas melhores sínteses do ano se encontram. A meta-análise publicada no Journal of Medical Internet Research em 8 de maio de 2026, com 29 ensaios randomizados e 5.686 participantes, registrou g de -0,55 em depressão (IC 95% -0,70 a -0,40). A meta-análise publicada em npj Digital Medicine em 25 de março de 2026, com 39 ensaios e 7.401 participantes na análise de depressão, registrou g de 0,31 (IC 95% 0,17 a 0,46). Mesmo objeto, seis semanas de distância, diferença de 0,24 em g. Nenhuma das duas está errada. As duas usaram critérios de inclusão distintos, e é isso que o leitor precisa saber antes de repetir qualquer um dos dois números.

Dezenove estudos, por eixo

Cada linha traz o identificador que permite abrir a fonte, o desenho com o denominador, o achado numérico, a limitação que costuma sumir na cobertura e a pauta editorial que o estudo libera. Vários artigos do levantamento de origem estavam sem autoria resolvida; nesses casos a citação usa veículo, ano e identificador do artigo, e nenhum nome foi atribuído sem confirmação na fonte.

Veículo e identificador Data Desenho e N Achado numérico principal A limitação que a imprensa ignora A pauta que ele gera
IA em saúde mental
JAMA Network Open 2026;9(4):e266713. DOI 10.1001/jamanetworkopen.2026.6713. PMID 41979879. Shoshani e colaboradores, Reichman University, Israel. 14/04/2026 Ensaio clínico randomizado, 995 universitários israelenses com sofrimento psicológico, alocação 1:1:1 entre plataforma de IA (336), terapia de grupo presencial (331) e lista de espera (328). Doze semanas de intervenção e reavaliação três meses depois. Ansiedade no GAD-7, escala de 0 a 21: IA contra terapia de grupo, diferença média de -2,17 (IC 95% -2,67 a -1,67); IA contra lista de espera, -2,15 (IC 95% -2,65 a -1,65). Bem-estar no WHO-5, escala de 0 a 100: +9,16 contra lista de espera (IC 95% 6,14 a 12,18). Depressão contra a terapia de grupo ficou em -0,68 (IC 95% -1,32 a -0,04) e perdeu significância após correção para comparações múltiplas. Em sintomas de TEPT não houve diferença entre os três braços. Desfechos autorrelatados, sem avaliador clínico. Aos três meses o atrito chegou a 35,4%, e 61,0% (205 de 336) seguiam ativos na semana 12. O ganho da IA se concentra em sofrimento difuso de estudante. Em trauma, o número desaparece.
JMIR Mental Health 2026;13:e82642. DOI 10.2196/82642. Kuta e colaboradores. 22/04/2026 Ensaio randomizado de viabilidade com três braços em adultos recrutados online: aplicativo de terapia estruturada em terapia focada em soluções (44), ChatGPT genérico (60) e avaliação apenas (43). Três semanas, nove sessões previstas. Sintomas depressivos no PHQ-9 contra o braço de avaliação apenas: aplicativo estruturado com d de -0,47 (p = 0,006) e ChatGPT com d de -0,44 (p = 0,02). Ansiedade e bem-estar não se moveram em nenhum dos dois braços: GAD-7 com d de -0,37 (p = 0,11) e -0,27 (p = 0,22); WHO-5 com d de 0,12 (p = 0,53) e 0,20 (p = 0,29). A conclusão do protocolo caiu para 39% no braço estruturado (17 de 44) e 62% no ChatGPT (38 de 60). Três semanas, amostra recrutada online e digitalmente letrada. O comparador genérico empatou com o protocolo estruturado no único desfecho que se moveu.
Journal of Medical Internet Research 2026;28:e82677. DOI 10.2196/82677. PMID 42101333. Gong e colaboradores. 08/05/2026 Revisão sistemática e meta-análise de 29 ensaios randomizados de chatbots orientados por terapia cognitivo-comportamental em adultos com sintomas depressivos ou ansiosos, somando 5.686 participantes. Busca em nove bases até fevereiro de 2026. Depressão pós-intervenção com g de Hedges de -0,55 (IC 95% -0,70 a -0,40). Ansiedade com g de -0,26 (IC 95% -0,37 a -0,14). No seguimento, depressão cai para -0,32 (IC 95% -0,55 a -0,09) e ansiedade para -0,19 (IC 95% -0,43 a 0,04), sem significância. A certeza da evidência foi classificada de muito baixa a baixa. A heterogeneidade em depressão chegou a I² de 77,8%, e o intervalo de predição de 95% vai de -1,23 a 0,13, ou seja, um estudo novo pode devolver efeito nulo. Em ansiedade o intervalo de predição vai de -0,67 a 0,15. O número que responde se aquilo vai funcionar no seu serviço é o intervalo de predição, e ele quase nunca aparece na cobertura.
npj Digital Medicine 2026. DOI 10.1038/s41746-026-02566-w. Sohn, Ha, Park, Kim, Lee, Oh, Lee e Kim. 25/03/2026 Revisão sistemática e meta-análise independente de 39 ensaios randomizados de chatbots em sintomas depressivos e ansiosos, com 7.401 participantes na análise de depressão e 7.621 na de ansiedade. Depressão com g de 0,31 (IC 95% 0,17 a 0,46) e ansiedade com g de 0,28 (IC 95% 0,05 a 0,51). O efeito foi maior em população clínica e subclínica do que em população não clínica (p = 0,001). 35 dos 39 estudos foram classificados como de alto risco de viés, houve viés de publicação detectado em depressão, a heterogeneidade ficou em I² de 85,34% em depressão e 94,32% em ansiedade, e apenas 16 dos 39 estudos registraram eventos adversos de forma sistemática. Duas meta-análises do mesmo objeto, publicadas com seis semanas de diferença, discordam em 0,24 de g em depressão. A discordância mora nos critérios de inclusão.
Communications Medicine. DOI 10.1038/s43856-025-01321-8. Registro NCT06459128. 15/01/2026 Ensaio randomizado pré-registrado, dois braços, 540 adultos residentes nos Estados Unidos com GAD-7 igual ou acima de 7 ou PHQ-9 igual ou acima de 9. Aplicativo de terapia cognitivo-comportamental com IA generativa contra apostilas digitais estáticas em PDF. O braço com IA generativa foi usado 2,4 vezes mais em frequência e por 3,8 vezes mais tempo. A eficácia sobre sintomas ficou semelhante entre os dois braços. O desfecho que se moveu foi engajamento, e engajamento não é desfecho clínico. Amostra autosselecionada de pessoas dispostas a usar terapia cognitivo-comportamental autoaplicada. Sem seguimento longo. Mais tempo de tela terapêutica sem ganho clínico adicional é o resultado que separa métrica de produto de métrica de saúde.
Journal of Affective Disorders 2026. PMID 41633449. Ensaio do aplicativo PATH. 2026 Ensaio randomizado exploratório com 316 participantes britânicos de 19 a 70 anos, comparando aplicativo com IA contra o site oficial de autoajuda do NHS. GAD-7 e PHQ-9 medidos no início e em 2, 8 e 12 semanas. 235 dos 316 randomizados completaram a avaliação pós-intervenção, com atrito de 33,0% no braço do aplicativo. Ensaio declarado como exploratório, não desenhado para decisão regulatória. O comparador é um site de autoajuda, portanto o estudo não responde à pergunta sobre IA contra psicoterapia. Quem permanece usando o aplicativo é quem se beneficia, o que infla o resultado do seguimento. Um terço de abandono no braço da tecnologia é o dado operacional que decide se aquilo cabe num serviço público.
Psicoterapia humana
Meta-análise multinível de correlação sobre aliança em intervenções pela internet. PMID 42080859. 04/2026 Revisão sistemática com 82 tamanhos de efeito aninhados em 40 amostras independentes, somando 2.864 participantes de intervenções psicológicas pela internet. Associação global entre aliança e desfecho de r igual a 0,21. Por subescala, tarefa com r de 0,25 e meta com r de 0,19 predizem melhor o desfecho do que vínculo, com r de 0,12. Correlação entre aliança e desfecho não estabelece direção causal: paciente que melhora tende a relatar aliança melhor. Nenhum dos moderadores testados (diagnóstico, quem avalia a aliança, contato presencial, abordagem, ano e país) influenciou sistematicamente o efeito. No ambiente digital, o que prediz desfecho é acordo sobre tarefa e meta. O vínculo afetivo pesa menos do que a conversa pública sugere.
BMJ Open 2025. PMID 40669917. PMC12273124. Protocolo do MAFT-D, treinamento modificado focado em aliança com a técnica do duplo. 16/07/2025 Protocolo de ensaio randomizado multicêntrico, cego para paciente e avaliador, com 120 terapeutas em formação e 240 pacientes com transtorno depressivo, em 17 centros de formação em terapia cognitivo-comportamental ou psicodinâmica. Nenhum. As duas hipóteses primárias, redução maior de sintomas depressivos e taxa menor de abandono do início até 20 semanas, ainda serão testadas. É protocolo. Todo número associado a este estudo em texto de divulgação é hipótese de cálculo amostral, e não resultado medido. Confundir os dois transforma expectativa em achado. A pauta honesta aqui é sobre o desenho, não sobre o efeito: por que o campo levou tanto tempo para randomizar treinamento de reparo de ruptura.
Journal of Clinical Psychology: In Session. DOI 10.1002/jclp.70043. Nissen-Lie. 30/08/2025 Comentário sobre prática deliberada aplicada à supervisão em psicoterapia. Sem amostra e sem desfecho medido. A peça argumenta que a supervisão tradicional deixa passar a oportunidade de praticar habilidades clínicas específicas e de converter reflexão em ação. Comentário editorial em número temático não sustenta afirmação de eficácia. Citá-lo como se fosse evidência de efeito é o erro de proveniência mais comum em conteúdo sobre formação clínica. O gênero do texto que você cita muda o peso da sua frase. Comentário sustenta pergunta, não conclusão.
Trabalho e riscos psicossociais
Ministério da Previdência Social, dados de 2025 divulgados em 26/01/2026 e apurados pelo G1. 26/01/2026 Registro administrativo de benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo INSS ao longo de 2025, com recorte por código diagnóstico e por sexo. 546.254 benefícios por transtornos mentais e comportamentais em 2025, alta de 15% sobre 2024 e segundo recorde consecutivo. Transtornos de ansiedade somaram 166.489 e depressão 126.608. Mulheres respondem por mais de 60% do total. O registro só alcança afastamento acima de 15 dias que chega ao INSS. Fica de fora licença curta, trabalhador informal, servidor com regime próprio e presenteísmo. A série depende da codificação diagnóstica feita pela perícia, o que abre espaço para viés de classificação. Concessão de benefício não é diagnóstico de nexo com o trabalho. A curva pode estar medindo reconhecimento institucional crescente tanto quanto adoecimento crescente. As duas leituras cabem no mesmo número.
Ministério da Previdência Social, dados de 2025 divulgados em 26/01/2026 e apurados pelo G1. 26/01/2026 Mesmo registro administrativo, agora no total de benefícios por incapacidade temporária de todas as causas em 2025. Mais de 4,1 milhões de benefícios por incapacidade temporária em 2025, o maior número em cinco anos e alta de 17,1% sobre 2024. Transtornos mentais aparecem como segunda causa, atrás de doenças da coluna. O custo de R$ 3,5 bilhões que circulou junto com a notícia é estimativa da reportagem, calculada por afastamento médio de três meses a cerca de R$ 2.140 por benefício. Não é número oficial da Previdência e não deve ser citado como se fosse. Quando o total sobe 17,1% e a saúde mental sobe 15%, a participação relativa cai. Essa conta raramente aparece na cobertura.
Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho do SmartLab, iniciativa do Ministério Público do Trabalho com a Organização Internacional do Trabalho, sobre registros do INSS. Divulgação da ONU Brasil em 17/04/2025. 17/04/2025 Série histórica de benefícios por incapacidade associados a transtornos mentais, com comparação entre 2022 e 2024. Passagem de 201.000 benefícios em 2022 para 472.000 em 2024, alta de 134% em dois anos. Entre afastamentos de natureza acidentária, reações ao estresse responderam por 28,6%, ansiedade por 27,4% e episódios depressivos por 25,1%. A janela escolhida começa em 2022, ano ainda deprimido pela pandemia, o que amplifica a variação percentual. A série não separa transtorno com nexo ocupacional reconhecido de transtorno de causa múltipla, e não ajusta por mudança na composição da força de trabalho. Percentual de dois anos com base pandêmica pede a série longa ao lado. Sem ela, a manchete cresce sozinha.
Norma Regulamentadora 1. Portaria MTE nº 1.419, de 27/08/2024, e Portaria MTE nº 765, de 15/05/2025. 26/05/2026 Alteração normativa que inclui expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, aplicável ao universo de empregadores regidos pela CLT. A fase de fiscalização com possibilidade de sanção começou em 26 de maio de 2026, após a prorrogação dada pela Portaria nº 765. O Ministério confirmou o critério de dupla visita nos 90 dias seguintes, com atuação de caráter orientador. A norma exige gerenciamento e não fixa metodologia, instrumento nem lista de verificação nacional para risco psicossocial. Isso abre espaço para consultoria superficial e para inventário de risco montado como defesa jurídica. A ausência de método padronizado é a vaga real da psicologia organizacional nesse ciclo, e também o risco de captura.
Supremo Tribunal Federal, ADPF 1316, relator ministro André Mendonça, proposta pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino. 18/08/2026 Liminar de 25 de junho de 2026 suspendendo por 90 dias multas e demais sanções ligadas à obrigatoriedade de identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais, referendada por unanimidade em sessão virtual do Plenário encerrada em 18 de agosto de 2026. As diretrizes da NR-1 continuam válidas. As punições por descumprimento estão suspensas enquanto durar a negociação, com mesa de conciliação aberta entre governo, empregadores e trabalhadores. Muita comunicação de mercado ainda vende adequação à NR-1 com o argumento da multa. A multa está suspensa, e a obrigação permanece. Os dois fatos convivem e precisam aparecer juntos. O argumento de venda por multa perdeu a base em agosto de 2026. O argumento por dever legal e por dado de afastamento continua de pé.
Neuropsicologia e avaliação
Autism Research 2025;18:1651-1663. DOI 10.1002/aur.70073. PMID 40546237. Diemer e colaboradores. 2025 Estudo comparativo observacional com 1.424 mulheres autistas adultas, contrastando quem recebeu diagnóstico na infância com quem recebeu na vida adulta. No grupo com diagnóstico adulto: ansiedade em 69,87%, depressão em 61,79%, transtorno alimentar em 17,28% e uso de substâncias em 8,85%, todos acima do grupo com diagnóstico infantil. A idade média de diagnóstico foi 9,6 anos no primeiro grupo e 31,8 anos no segundo. Na amostra completa, 34% relataram ideação suicida e 21% automutilação. Viés de seleção forte, sem ajuste por uso prévio de serviços de saúde. Quem chega ao diagnóstico aos 31,8 anos passou por duas décadas de encaminhamentos, e parte da comorbidade medida pode ser consequência desse percurso, e não característica do quadro. Comorbidade alta em diagnóstico tardio pode estar medindo o tempo de exposição a serviço inadequado.
Diretriz de prática clínica da Alzheimer’s Association sobre biomarcadores em sangue, publicada em Alzheimer’s & Dementia. DOI 10.1002/alz.70535. Apresentada na AAIC de julho de 2025. 07/2025 Primeira diretriz de prática clínica da entidade sobre uso de biomarcadores plasmáticos na investigação diagnóstica de suspeita de doença de Alzheimer, restrita a serviço especializado. Recomendação por desempenho, sem marca: uso como triagem exige sensibilidade igual ou acima de 90% e especificidade igual ou acima de 75% para descartar patologia; uso confirmatório, no lugar de PET amiloide ou de biomarcador liquórico, exige 90% nos dois parâmetros. A diretriz não cobre rastreio populacional, não cobre uso fora de serviço especializado e não cobre pessoa sem queixa cognitiva ou com queixa apenas subjetiva. Traz declaração de boa prática segundo a qual o exame vem depois da avaliação clínica completa, jamais no lugar dela. O exame de sangue entra depois da avaliação neuropsicológica, e apenas em serviço especializado. A cobertura de imprensa costuma inverter a ordem.
Estudo de composto cognitivo otimizado breve (BOCC) contra o MoCA. PMC12742428. 2025 Desenvolvimento e validação de composto cognitivo de quatro itens, com aplicação em 4 a 5 minutos, comparado ao MoCA, que leva de 10 a 14 minutos, para detecção de comprometimento cognitivo leve e demência inicial. Para predizer conversão para demência em seis anos, o composto atingiu área sob a curva de 0,95, contra 0,88 do diagnóstico clínico de especialistas. Na detecção de demência leve, 0,99 contra 0,95 do MoCA. A coorte de derivação e a de validação não ficaram identificadas na conferência feita para esta página, portanto a área sob a curva não viaja para fora do contexto original. Área sob a curva alta em amostra com prevalência alta de comprometimento não se traduz em valor preditivo positivo alto em população geral. Sensibilidade e especificidade não dependem da prevalência. Valor preditivo positivo depende, e é ele que decide o que você diz ao paciente.
Desenvolvimento e envelhecimento
JAMA 2025;334(21):1948-1950. DOI 10.1001/jama.2025.16613. PMID 41082212. Nagata e colaboradores. 13/10/2025 Análise longitudinal de 6.554 adolescentes de 9 a 13 anos do estudo ABCD, com trajetórias de uso de redes sociais e testes cognitivos dois anos depois. Três trajetórias: sem uso ou uso muito baixo em 57,6% da amostra (+0,3 hora por dia aos 13 anos), uso baixo crescente em 36,6% (+1,3 hora) e uso alto crescente em 5,8% (+3,0 horas). Comparando alto crescente com baixo crescente, em escalas de média 100: memória de sequência de figuras -2,48 pontos (103,0 contra 105,4), vocabulário por figuras -1,84 (100,3 contra 102,1), leitura oral -0,29 (100,5 contra 100,8) e composto total -1,0 (101,8 contra 102,8). Os próprios autores listam uso autorrelatado, confundimento residual e desenho observacional que impede afirmar que a trajetória causa o desempenho pior. As diferenças ficam entre 0,3 e 2,5 pontos em escalas cuja média é 100 e cujo desvio padrão típico é 15. A magnitude é a notícia. Uma diferença de 1 ponto num composto de média 100 não sustenta manchete de colapso cognitivo.
Pediatrics Open Science 2026;2(1):1. DOI 10.1542/pedsos.2025-000922. Nivins, Mooney, Nigg e Klingberg. 03/2026 Estudo longitudinal com 8.324 crianças do estudo ABCD, 53% meninos, idade média de 9,9 anos no início, com quatro seguimentos anuais e incorporação de escore genético. O uso médio diário de redes sociais sobe de cerca de 30 minutos aos 9 anos para cerca de 2,5 horas aos 13. A associação com sintomas de desatenção aparece de forma consistente ao longo dos quatro anos, e os autores a descrevem como pequena no nível individual, com possível relevância no nível populacional. Associação pequena, medida por autorrelato, sem randomização. A direção causal não está resolvida: criança com mais desatenção também pode migrar mais para redes sociais. O escore genético entra como covariável, e não como prova de mecanismo. Efeito pequeno no indivíduo com efeito possível na população é uma distinção estatística que quase nunca sobrevive à manchete.

Tamanho de efeito com o comparador ao lado

O número sozinho não informa. A barra traz o valor absoluto do tamanho de efeito, e a linha abaixo dela traz contra o que aquele efeito foi medido e em quantas pessoas.

Tamanhos de efeito de intervenções digitais em depressão e ansiedade, com o comparador de cada um Seis barras horizontais com o valor absoluto do tamanho de efeito, em escala de zero a zero vírgula seis. Chatbot de terapia cognitivo-comportamental em depressão aparece em zero vírgula cinquenta e cinco, medido contra controles mistos em vinte e nove ensaios randomizados com cinco mil seiscentas e oitenta e seis pessoas, segundo a meta-análise do Journal of Medical Internet Research de 2026. Aplicativo estruturado em depressão aparece em zero vírgula quarenta e sete, medido contra um braço de avaliação apenas com quarenta e quatro pessoas contra quarenta e três, segundo o ensaio do JMIR Mental Health de 2026. ChatGPT genérico em depressão aparece em zero vírgula quarenta e quatro, medido contra o mesmo braço de avaliação apenas com sessenta pessoas contra quarenta e três, no mesmo ensaio. Chatbot em depressão aparece em zero vírgula trinta e um, medido contra controles mistos em trinta e nove ensaios com sete mil quatrocentas e uma pessoas, segundo a meta-análise de npj Digital Medicine de 2026. Chatbot em ansiedade aparece em zero vírgula vinte e oito, medido contra controles mistos em trinta e nove ensaios com sete mil seiscentas e vinte e uma pessoas, na mesma meta-análise. Chatbot de terapia cognitivo-comportamental em ansiedade aparece em zero vírgula vinte e seis, medido contra controles mistos em vinte e nove ensaios com cinco mil seiscentas e oitenta e seis pessoas, na meta-análise do Journal of Medical Internet Research. As barras de meta-análise usam um tom e as barras do ensaio de viabilidade usam outro, e a leitura pretendida é que efeitos medidos contra braço de avaliação apenas ficam no meio da faixa, entre os dois valores de meta-análise, apesar de terem base amostral muito menor. Tamanho de efeito, valor absoluto, com o comparador declarado 0,00 0,30 0,60 Chatbot de TCC, depressão Contra controles mistos, 29 ECR, 5.686 pessoas (JMIR, 2026) 0,55 App estruturado, depressão Contra avaliação apenas, 44 contra 43 pessoas (JMIR Ment Health, 2026) 0,47 ChatGPT genérico, depressão Contra avaliação apenas, 60 contra 43 pessoas (JMIR Ment Health, 2026) 0,44 Chatbot, depressão Contra controles mistos, 39 ECR, 7.401 pessoas (npj Digital Medicine, 2026) 0,31 Chatbot, ansiedade Contra controles mistos, 39 ECR, 7.621 pessoas (npj Digital Medicine, 2026) 0,28 Chatbot de TCC, ansiedade Contra controles mistos, 29 ECR, 5.686 pessoas (JMIR, 2026) 0,26
Barras em tom de marca vêm de meta-análise; barras em tom de destaque vêm do ensaio de viabilidade de três braços. Os dois valores do ensaio de viabilidade caem entre os dois valores de meta-análise em depressão, com base amostral de 44 e 60 pessoas contra 5.686 e 7.401. Fontes: Journal of Medical Internet Research 2026;28:e82677, npj Digital Medicine 2026 (DOI 10.1038/s41746-026-02566-w) e JMIR Mental Health 2026;13:e82642.

Dezesseis meses em ordem

A sequência importa porque três dos doze marcos mudam a leitura dos anteriores. O último deles, a decisão do Supremo em agosto de 2026, altera o argumento comercial que boa parte do mercado de saúde mental corporativa ainda usa.

Linha do tempo dos doze marcos de abril de 2025 a agosto de 2026 Linha do tempo vertical com doze marcos em ordem cronológica. Em 17 de abril de 2025, a ONU Brasil divulga a série do SmartLab, na qual os benefícios por transtorno mental passam de duzentos e um mil em 2022 para quatrocentos e setenta e dois mil em 2024. Em julho de 2025, a Alzheimer's Association publica a primeira diretriz de biomarcadores em sangue, restrita a serviço especializado. Em 16 de julho de 2025, o BMJ Open publica o protocolo do estudo MAFT-D, com cento e vinte terapeutas e duzentos e quarenta pacientes, sem nenhum resultado ainda. Em 13 de outubro de 2025, o JAMA publica as trajetórias de uso de redes sociais e desempenho cognitivo em seis mil quinhentos e cinquenta e quatro adolescentes do estudo ABCD. Em 15 de janeiro de 2026, a Communications Medicine mostra engajamento duas vírgula quatro vezes maior com inteligência artificial generativa e eficácia semelhante, em quinhentos e quarenta adultos. Em 26 de janeiro de 2026, a Previdência divulga quinhentos e quarenta e seis mil duzentos e cinquenta e quatro benefícios por transtornos mentais em 2025, dentro de quatro vírgula um milhões de benefícios no total. Em março de 2026, a Pediatrics Open Science publica o seguimento de quatro anos de oito mil trezentas e vinte e quatro crianças sobre mídia digital e desatenção. Em 14 de abril de 2026, o JAMA Network Open publica o ensaio com novecentos e noventa e cinco universitários, no qual a inteligência artificial fica acima da terapia de grupo em ansiedade e empata em transtorno de estresse pós-traumático. Em 22 de abril de 2026, o JMIR Mental Health publica o ensaio de viabilidade de três braços, no qual o ChatGPT empata com o aplicativo estruturado em depressão. Em 8 de maio de 2026, o JMIR publica a meta-análise de vinte e nove ensaios, com certeza de evidência muito baixa a baixa. Em 26 de maio de 2026, a Norma Regulamentadora 1 entra em fase de fiscalização com possibilidade de sanção sobre riscos psicossociais. Em 18 de agosto de 2026, o Plenário do Supremo Tribunal Federal referenda a suspensão das sanções da Norma Regulamentadora 1 na ADPF 1316, mantendo as diretrizes válidas. 17/04/2025 ONU Brasil divulga a série do SmartLab: benefícios por transtorno mental passam de 201 mil em 2022 para 472 mil em 2024. 07/2025 A Alzheimer’s Association publica a primeira diretriz de biomarcadores em sangue, restrita a serviço especializado. 16/07/2025 BMJ Open publica o protocolo do MAFT-D, com 120 terapeutas e 240 pacientes. Nenhum resultado ainda. 13/10/2025 JAMA publica as trajetórias de redes sociais e cognição em 6.554 adolescentes do ABCD. 15/01/2026 Communications Medicine mostra engajamento 2,4 vezes maior com IA generativa e eficácia semelhante, em 540 adultos. 26/01/2026 A Previdência divulga 546.254 benefícios por transtornos mentais em 2025, dentro de 4,1 milhões no total. 03/2026 Pediatrics Open Science publica o seguimento de quatro anos de 8.324 crianças sobre mídia digital e desatenção. 14/04/2026 JAMA Network Open publica o ensaio com 995 universitários: IA acima da terapia de grupo em ansiedade, empate em TEPT. 22/04/2026 JMIR Mental Health publica o ensaio de viabilidade de três braços: ChatGPT empata com o app estruturado em depressão. 08/05/2026 JMIR publica a meta-análise de 29 ensaios, com certeza de evidência muito baixa a baixa. 26/05/2026 A NR-1 entra em fase de fiscalização com possibilidade de sanção sobre riscos psicossociais. 18/08/2026 O Plenário do STF referenda a suspensão das sanções da NR-1 na ADPF 1316. As diretrizes seguem válidas.
Ordem cronológica dos doze marcos citados na tabela acima, cada um com a data da publicação ou da decisão. Fontes por marco: ONU Brasil e SmartLab, Alzheimer’s & Dementia, BMJ Open, JAMA, Communications Medicine, Ministério da Previdência Social, Pediatrics Open Science, JAMA Network Open, JMIR Mental Health, Journal of Medical Internet Research, Ministério do Trabalho e Emprego e Supremo Tribunal Federal.

O que este radar não sustenta

Toda a lista acima já foi usada em cobertura de imprensa e em conteúdo de rede social para sustentar afirmações que os estudos não fazem. Oito delas aparecem com frequência suficiente para merecer o desmentido explícito, com o número que o desmonta ao lado.

  1. Que a IA supere a psicoterapia humana. O ensaio do JAMA Network Open comparou a plataforma com terapia de grupo presencial em universitários, e o ganho ficou em ansiedade. Em depressão, a diferença contra a terapia de grupo foi de -0,68 (IC 95% -1,32 a -0,04) e perdeu significância após correção para comparações múltiplas. Em sintomas de TEPT não houve diferença entre os três braços.
  2. Que o efeito de chatbot se transfira para o seu serviço. A meta-análise de 29 ensaios publicada no JMIR em 8 de maio de 2026 traz intervalo de predição de 95% que vai de -1,23 a 0,13 em depressão. Um estudo novo em população nova pode devolver zero. A certeza da evidência foi classificada de muito baixa a baixa, com I² de 77,8%.
  3. Que exista consenso sobre a magnitude. Duas meta-análises de 2026 sobre o mesmo objeto, com 29 e 39 ensaios, chegaram a 0,55 e 0,31 em depressão. Quem cita apenas uma das duas está reportando um recorte de critério de inclusão como se fosse o estado da arte.
  4. Que engajamento seja desfecho clínico. O ensaio da Communications Medicine, com 540 adultos e registro NCT06459128, mediu uso 2,4 vezes mais frequente e 3,8 vezes mais longo, com eficácia semelhante sobre sintomas. Tempo de uso é métrica de produto.
  5. Que rede social derrube a cognição do adolescente. No estudo do JAMA com 6.554 adolescentes do ABCD, a trajetória de uso alto crescente reúne 5,8% da amostra, e a diferença contra a trajetória de uso baixo crescente ficou entre 0,29 e 2,48 pontos em escalas de média 100. Os próprios autores registram desenho observacional, uso autorrelatado e confundimento residual.
  6. Que a mulher autista adulta seja mais vulnerável por natureza. Os 69,87% de ansiedade no grupo com diagnóstico adulto, dentro de 1.424 mulheres, vêm de uma amostra sem ajuste por uso prévio de serviços. Entre a idade média de diagnóstico infantil, 9,6 anos, e a adulta, 31,8 anos, cabem duas décadas de encaminhamento e de tratamento errado.
  7. Que o exame de sangue substitua a avaliação neuropsicológica. A diretriz da Alzheimer’s Association de julho de 2025 vale para serviço especializado, em pessoa que já tem comprometimento cognitivo, e traz declaração de boa prática segundo a qual o teste vem depois da avaliação clínica completa. Ela não cobre rastreio populacional nem uso fora de serviço especializado.
  8. Que a NR-1 esteja multando empresa por risco psicossocial. A fiscalização com sanção começou em 26 de maio de 2026, e o Plenário do STF referendou em 18 de agosto de 2026, na ADPF 1316, a liminar do ministro André Mendonça que suspendeu multas e sanções por 90 dias, com mesa de conciliação aberta. As diretrizes da norma continuam válidas. As duas coisas precisam viajar na mesma frase, porque a metade de cada uma vira propaganda enganosa.

Existe uma nona leitura, mais silenciosa e mais cara. O protocolo do MAFT-D, publicado no BMJ Open em 16 de julho de 2025 com 120 terapeutas e 240 pacientes em 17 centros, aparece em texto de divulgação como se já tivesse resultado sobre abandono. Ele é um protocolo. O desfecho será medido 20 semanas após a linha de base, e ainda não existe. Número de cálculo amostral apresentado como achado é o defeito de proveniência que contamina tudo o que o autor publicou antes.

Força de evidência contra ruído de imprensa

O quadrante que interessa ao editor é o inferior direito: estudo forte que quase ninguém cobriu. O quadrante superior esquerdo é o de risco: cobertura alta sobre base fraca.

Matriz de força de evidência contra intensidade de cobertura de imprensa, com oito itens do radar Matriz de dois eixos. O eixo horizontal mede força de evidência, da esquerda, mais fraca, para a direita, mais forte, considerando desenho, denominador e certeza declarada. O eixo vertical mede intensidade de cobertura de imprensa, de baixo, discreta, para cima, intensa. Oito itens estão posicionados. No quadrante de evidência forte e cobertura intensa, aparecem o registro do INSS de 2025, com cobertura nacional; o estudo do JAMA sobre o ABCD, coorte grande com efeito pequeno e cobertura intensa; e o ensaio do JAMA Network Open sobre inteligência artificial, ensaio randomizado com novecentos e noventa e cinco pessoas e cobertura intensa. No quadrante de evidência forte e cobertura discreta, aparecem a meta-análise de vinte e nove ensaios do JMIR, com certeza baixa e cobertura discreta; a meta-análise independente de trinta e nove ensaios da npj Digital Medicine, com cobertura discreta; e a diretriz de biomarcador em sangue, documento formal com cobertura média. No quadrante de evidência fraca e cobertura discreta, aparecem o protocolo do MAFT-D, que ainda não tem resultado e teve cobertura mínima, e o estudo do composto cognitivo breve contra o MoCA, cuja coorte não foi identificada na conferência feita para esta página. Nenhum item do radar caiu no quadrante de evidência fraca com cobertura intensa, que é o quadrante de risco editorial. A classificação é editorial deste portal, com critério declarado na legenda. Risco editorial: cobertura alta, base fraca Consenso ruidoso Ainda não é pauta Oportunidade: forte e pouco coberto Força de evidência: desenho, denominador e certeza declarada Intensidade da cobertura de imprensa INSS 2025 JAMA, ABCD JAMA Netw Open, IA JMIR, 29 ECR npj, 39 ECR Diretriz de biomarcador MAFT-D, protocolo BOCC contra MoCA
Classificação editorial deste portal, com o critério declarado: força de evidência combina desenho, denominador e certeza declarada pelos autores; intensidade de cobertura observa presença em veículo nacional entre abril de 2025 e agosto de 2026. Os pontos são posições relativas atribuídas por julgamento editorial, não medidas. Os identificadores de cada item estão na tabela acima.

O que fazer com isso na segunda-feira

A tese abre com dois ensaios que se contradizem por causa do comparador, e fecha aqui: o comparador é a primeira coisa que entra no seu texto, antes do número. Quatro critérios resolvem a maior parte das decisões editoriais que este radar impõe.

O texto vai citar um percentual?

Escreva origem, data, método e denominador na mesma frase. Sem os quatro, o percentual sai e a afirmação encolhe até o tamanho do que se sabe.

O estudo é protocolo, comentário ou editorial?

Use para levantar pergunta e para descrever o desenho. Nunca para sustentar conclusão de efeito. O MAFT-D e o comentário de Nissen-Lie estão nesta faixa.

Existe intervalo de predição publicado?

Cite o intervalo de predição junto com o de confiança. Em depressão, a meta-análise de 29 ensaios vai de -1,23 a 0,13, e essa faixa responde à pergunta que o leitor tem.

A comparação é contra lista de espera ou contra tratamento ativo?

Diga o comparador antes de dizer o número. A mesma intervenção muda de tamanho quando a régua muda, e a régua é a informação clínica.

Limites deste radar

Dezenove itens não descrevem a produção do período, e sim o recorte que sustenta pauta editorial neste portal, escolhido por identificador verificável e por relevância para a prática brasileira. Nenhum dos ensaios de IA em saúde mental listados foi conduzido no Brasil, e nenhum incluiu amostra brasileira declarada, o que limita a transposição para o SUS e para clínica privada nacional. Os dados de afastamento vêm de registro administrativo do INSS, que só alcança quem passou pela perícia. A conferência de identificadores foi feita em 7 de setembro de 2026; para o estudo do composto cognitivo breve, a coorte de derivação não ficou identificada, e o achado aparece com essa ressalva colada.

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Ler comparador, denominador e intervalo de predição antes de citar um número é competência de formação. Quem trabalha com avaliação, com clínica ou com risco psicossocial encontra essa leitura crítica dentro das pós-graduações em Psicologia do IPOG, que mantém MBAs correlatos nas áreas cobertas por este radar. Este portal é editorial e independente, sem vínculo com o site oficial da instituição.

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