Mestre em Psicologia pela USP, com formação continuada em três paradigmas clínicos complementares.
Larissa Caramaschi é mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), com pesquisa na área de família e adolescência. A trajetória de pós-graduação acrescentou camadas práticas que vieram a se sobrepor à formação acadêmica de base, em três frentes principais. A primeira é a especialização em Terapia Familiar e de Casal, que organiza o olhar sobre o sistema relacional como unidade clínica de intervenção, e não apenas sobre o indivíduo isolado. A segunda é a formação em Intervenções Sistêmicas, que aprofunda o uso de hipóteses circulares, mapeamento de padrões transgeracionais e leitura de ciclos vitais, na tradição de autores como Carter, McGoldrick e Boscolo. A terceira é a especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental, que oferece instrumentos estruturados de psicoeducação, identificação de esquemas, exposição gradual e regulação emocional, com base em evidência consolidada para quadros de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático.
Soma-se a essas três bases uma certificação internacional em neurofeedback pela Brain-Trainer International, que aporta competência em mensuração de marcadores neurofisiológicos e em treinamento de regulação cortical, com aplicações para queixas de atenção, ansiedade, sono e sobrecarga sensorial. A escolha por encadear paradigmas, em vez de aderir a um único modelo, reflete uma posição clínica deliberada, ou seja, cada pessoa atendida exige uma combinação singular de leitura sistêmica, ferramentas cognitivo-comportamentais e, quando indicado, intervenções de regulação neurossensorial.
Vinte e seis anos de consultório em Goiânia, atendendo adultos, casais e famílias.
A prática clínica de Larissa Caramaschi soma cerca de vinte e seis anos de atendimento contínuo em Goiânia, com volume consistente em psicoterapia individual de adultos, terapia de casal e terapia familiar. A maior parte das pessoas atendidas chega por encaminhamento clínico ou indicação direta, e a maioria permanece em acompanhamento longo, em que o pedido inicial vai sendo reformulado à medida que a história ganha contorno. Esse desenho longitudinal favorece a observação cuidadosa de padrões que se repetem em diferentes fases do ciclo vital, da transição da vida adulta jovem até reorganizações conjugais e familiares em meio a luto, separação, mudanças profissionais ou diagnósticos clínicos relevantes.
Ao longo dessas mais de duas décadas, três frentes se consolidaram como áreas de competência clínica reconhecível. A primeira é o trabalho com adultos em momentos de reorganização biográfica, em que a queixa apresentada na primeira sessão raramente é a questão central que se desdobra ao longo do processo. A segunda é o atendimento sistemático de casais em fases difíceis, com atenção a comunicação, gestão de conflito e renegociação de expectativas. A terceira é a clínica familiar com adolescentes e adultos jovens dentro do sistema parental, em que o foco se desloca do indivíduo identificado para o padrão relacional sustentado por todos os membros.
Em 2026, foco em autismo nível 1 de suporte em adultos, relacionamentos amorosos e dinâmicas familiares neurodivergentes.
A lente clínica predominante em 2026 é o atendimento a adultos com autismo nível 1 de suporte, com ênfase em relacionamentos amorosos, conjugais e em arranjos familiares neurodivergentes. Esse recorte responde a um movimento documentado de aumento significativo no número de diagnósticos tardios no Brasil, especialmente em mulheres adultas, em pessoas LGBTQIA e em adultos que carregaram décadas de camuflagem social antes de receberem o laudo formal. A clínica neste recorte exige vocabulário identity-first, leitura cuidadosa da exaustão por camuflagem e dos quadros frequentemente comórbidos de ansiedade, depressão e burnout autista, conforme descritos na literatura de Hull, Lai, Mandy, Cassidy e Raymaker.
O método clínico combina, de modo deliberado, cinco paradigmas que conversam dentro de cada caso. O paradigma sistêmico organiza o olhar sobre o sistema relacional como unidade de intervenção. O paradigma cognitivo-comportamental oferece instrumentos estruturados para psicoeducação, esquemas e regulação emocional. A teoria do apego adulto, na tradição de Mikulincer e Shaver, sustenta a leitura de padrões em casais neurotípico-autistas, em que regulação neurossensorial e dinâmicas de apego se entrelaçam. A psicoeducação neuroafirmativa, fiel à comunidade autoadvogada, garante que o trabalho não seja sobre consertar a pessoa autista, e sim sobre construir vocabulário comum e acomodações reais. A regulação neurossensorial, finalmente, ancora a clínica em uma compreensão de que sobrecarga sensorial e demandas de processamento social têm custo psíquico mensurável.
Acompanhamento individual, de casal e familiar, presencial em Goiânia e online no Brasil.
O atendimento oferecido por Larissa Caramaschi cobre três modalidades principais. A psicoterapia individual de adultos é o eixo central, com foco em quadros associados ao autismo nível 1 de suporte, à reorganização biográfica pós-diagnóstico tardio, ao manejo de camuflagem e burnout, e às queixas associadas de ansiedade, depressão e exaustão crônica. A terapia de casal recebe pares neurotípico-autistas e arranjos amorosos em momentos de crise comunicacional, com método que privilegia a construção de linguagem compartilhada e a regulação relacional. A terapia familiar acompanha sistemas que estão em reorganização após diagnósticos relevantes, transições do ciclo vital ou padrões de conflito que se repetem entre gerações.
A modalidade presencial é oferecida no consultório do Setor Marista, em Goiânia, em formato de sessão individual, conjugal ou familiar. A modalidade online é oferecida conforme a Resolução CFP nº 11/2018, que regulamenta o atendimento psicológico mediado por tecnologia, com agendamento, prontuário e sigilo nas mesmas condições do atendimento presencial. A decisão entre as duas modalidades é tomada caso a caso, considerando o pedido clínico, a localização da pessoa atendida, a preferência por contato presencial ou remoto e a necessidade de regulação sensorial específica em uma das duas modalidades. Não há indicação de promessa de resultado, cura, certificação de neurotípico ou normalização. A direção do trabalho é, em todos os casos, ampliar a margem de escolha da pessoa atendida sobre a própria vida.