Resposta rápida
Entrevista Motivacional é o método de conversa clínica formulado por William R. Miller e Stephen Rollnick, cuja 4a edição saiu pela The Guilford Press em 2023 e define o método como um jeito particular de conversar com pessoas sobre mudança e crescimento para fortalecer a motivação e o compromisso delas próprias. O trabalho se organiza em quatro tarefas: engajar, focar, evocar e planejar. A força da evidência varia por desfecho. Na diretriz NG248 do NICE (2025) para danos relacionados ao jogo, a recomendação 1.5.12 manda considerar a Entrevista Motivacional, enquanto a 1.5.13 manda oferecer terapia cognitivo-comportamental em grupo. Na meta-análise de Forman e colegas (2025), os efeitos da Entrevista Motivacional em frequência, gasto e gravidade do jogo ficaram entre g = -0,04 e g = 0,01 no pós-tratamento.
Por que a evidência da Entrevista Motivacional não é a mesma em todo desfecho?
A Entrevista Motivacional tem uma evidência que muda de tamanho conforme o desfecho medido, e o transtorno do jogo é o caso em que ela desaparece. Forman, Boughter, McAfee, Ginley, Whelan e Pfund (Psychology of Addictive Behaviors, 2025) reuniram os ensaios de intervenções informadas por Entrevista Motivacional em jogo problemático e transtorno do jogo e encontraram g = -0,04 na frequência de jogo, g = -0,03 no gasto e g = 0,01 na gravidade dos sintomas, todos no pós-tratamento. No seguimento, os três desfechos permanecem no mesmo território, entre g = -0,02 e g = -0,10. Números dessa magnitude, com esse intervalo, não distinguem a intervenção do comparador.
O que faz esse achado valer a leitura é a segunda conclusão dos autores. Nenhum ensaio randomizado da revisão estabeleceu a integridade da Entrevista Motivacional nessa população, ou seja, não houve monitoramento objetivo de fidelidade capaz de afirmar que o que foi entregue na sessão era Entrevista Motivacional. E as estimativas anteriores, mais generosas, incluíam ensaios que combinavam a conversa motivacional com cadernos de exercícios de terapia cognitivo-comportamental. O que a literatura antiga mediu era a mistura. Quando a mistura sai da conta, o efeito atribuível ao método sozinho encolhe até o zero.
A diretriz britânica registra a mesma hierarquia com uma escolha de verbo. Na NG248 do NICE, publicada em 28 de janeiro de 2025, a recomendação 1.5.12 diz considerar a Entrevista Motivacional para fortalecer confiança e compromisso com a mudança, especialmente em pessoas hesitantes. A recomendação 1.5.13, na mesma seção, diz oferecer terapia cognitivo-comportamental em grupo para reduzir gravidade e frequência do jogo, iniciada logo após o diagnóstico. No vocabulário do NICE essa diferença é deliberada: considerar sinaliza base de evidência mais fraca do que oferecer. Quem vende formação em Entrevista Motivacional como tratamento de primeira linha para jogo está vendendo o verbo errado.
Isso não retira o método do repertório clínico. Retira dele a promessa de universalidade. A pergunta útil deixa de ser se a Entrevista Motivacional funciona e passa a ser em qual momento do cuidado ela carrega peso, e a partir de qual ponto o trabalho precisa de outro instrumento.
Quais são os fundamentos e as tarefas do método?
A Entrevista Motivacional é um estilo de conversa clínica orientado à ambivalência, formulado por William R. Miller e Stephen Rollnick e consolidado no manual Motivational Interviewing, cuja quarta edição foi publicada pela The Guilford Press em 2023 (ISBN 9781462552795). A definição vigente, na tradução do texto dos autores, descreve um jeito particular de conversar com pessoas sobre mudança e crescimento para fortalecer a motivação e o compromisso delas próprias. A ênfase no possessivo é o núcleo técnico: a motivação que interessa é a do paciente, evocada na conversa, e não a que o profissional traz pronta.
O espírito do método tem quatro componentes. Parceria (partnership) coloca a conversa entre dois especialistas, o clínico no problema e a pessoa na própria vida. Aceitação (acceptance) sustenta valor incondicional, escuta empática e apoio à autonomia. Compaixão (compassion) mantém o benefício da pessoa como critério. O quarto componente mudou na quarta edição: evocação (evocation) deu lugar a empoderamento (empowerment), segundo o documento What is New (and Not New) in the 4th Edition of Motivational Interviewing, assinado por Miller e Rollnick em 17 de agosto de 2023.
O trabalho se organiza em quatro tarefas sequenciais e recursivas. Engajar estabelece a relação de trabalho antes de qualquer agenda. Focar negocia sobre o que a conversa vai tratar. Evocar traz à superfície as razões de mudança da própria pessoa, na forma de discurso de mudança preparatório e mobilizador. Planejar transforma intenção em passo concreto quando a pessoa sinaliza prontidão. Na terceira edição, esses quatro eram chamados de processos; na quarta edição passaram a se chamar tarefas (tasks), mudança que os autores registram explicitamente.
A caixa de ferramentas conversacional permanece a mesma. OARS continua íntegro, com perguntas abertas, afirmações, escuta reflexiva e sínteses. Guiding, o estilo intermediário entre dirigir e acompanhar, permanece. O discurso de mudança preparatório e mobilizador (DARN-CATs) e o discurso de sustentação (sustain talk) permanecem, assim como a redefinição de resistência como sustain talk e discórdia, e o aconselhamento com neutralidade. Uma distinção nova entrou: afirmações simples e afirmações complexas, tomada de Miller e Moyers (2021).
O que mudou da terceira para a quarta edição?
A quarta edição é cerca de 30% menor que a terceira e foi quase inteiramente reescrita, em 18 capítulos distribuídos em quatro partes. Boa parte da redução veio da substituição das citações em estilo APA no corpo do texto por notas de fim numeradas, e não de corte de conteúdo. A mudança mais visível para quem já ensinava o método é a renomeação de termos técnicos para linguagem cotidiana.
| Termo até a 3a edição | Termo na 4a edição | O que a mudança sinaliza |
|---|---|---|
| Agenda Mapping | Choosing a Path | Escolha compartilhada do foco, sem jargão de agenda |
| Developing Discrepancy | Planting Seeds | Menos confronto com a contradição, mais cultivo |
| Elicit-Provide-Elicit | Ask-Offer-Ask | Informação oferecida, não entregue de cima |
| Formulation | Clarifying | Compreensão em construção, não diagnóstico fechado |
| Righting Reflex | Fixing Reflex | Nomeia o impulso de consertar o outro |
| Running Head Start | Pendulum Technique | Movimento de ida e volta entre os dois lados da ambivalência |
Os tópicos novos ou ampliados dizem para onde o método está indo: entrega remota por áudio, vídeo e meios eletrônicos; prática deliberada e comunidades de aprendizagem; perspectiva de forças do cliente; genuinidade de quem pratica; uso direcional e estratégico de OARS; autorrevelação do profissional; e oferta de informação e conselho de modo consistente com o método (Miller e Rollnick, 2023). Para a rede brasileira, a entrega remota deixou de ser tema lateral: o Meu SUS Digital passou de 600 teleatendimentos mensais em março de 2026 para até 100 mil por mês em agosto de 2026, segundo o Ministério da Saúde, em consultas de cerca de 50 minutos e ciclo inicial recomendado de até 10 sessões.
Onde a Entrevista Motivacional tem lastro documental e onde não tem?
| Indicação ou desfecho | O que o documento sustenta | Fonte |
|---|---|---|
| Hesitação e compromisso com a mudança em danos ligados ao jogo | Recomendação de considerar o método, especialmente em pessoas hesitantes | NICE NG248, rec. 1.5.12 (2025) |
| Frequência de jogo | g = -0,04 no pós-tratamento e g = -0,02 no seguimento | Forman et al. (2025) |
| Gasto com jogo | g = -0,03 no pós-tratamento e g = -0,02 no seguimento | Forman et al. (2025) |
| Gravidade do transtorno do jogo | g = 0,01 no pós-tratamento e g = -0,10 no seguimento | Forman et al. (2025) |
| Fidelidade da entrega em jogo | Nenhum ensaio randomizado estabeleceu a integridade da intervenção | Forman et al. (2025) |
| Redução da gravidade e da frequência do jogo | Recomendação de oferecer terapia cognitivo-comportamental em grupo, 8 a 10 sessões | NICE NG248, rec. 1.5.13 e 1.5.15 (2025) |
| Cuidado a problemas com apostas na rede pública brasileira | Eixo declarado é redução de danos, matriciamento e Projeto Terapêutico Singular, sem protocolo psicoterápico nomeado | Ministério da Saúde, Guia de Cuidado (2026) |
Os tamanhos de efeito acima são de jogo problemático e transtorno do jogo. Não valem como estimativa para outras dependências, porque a revisão de Forman e colegas não cobriu essa população.
O que o método resolve que outro método não resolve?
A Entrevista Motivacional trata o momento anterior ao tratamento, que é justamente onde os protocolos estruturados perdem gente. A NG248 do NICE endereça o método a pessoas hesitantes, para fortalecer confiança e compromisso com a mudança, e é aí que ele carrega peso: não na redução do desfecho, mas na entrada e na permanência de quem ainda não decidiu entrar. Nenhum protocolo de terapia cognitivo-comportamental de 8 a 10 sessões produz efeito em quem não chega à primeira delas.
No Brasil, esse alvo motivacional está mal calibrado no discurso corrente. O Datafolha, em campo nos dias 8 e 9 de abril de 2026, com 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 117 municípios, encontrou 46% dos apostadores enxergando a aposta como renda extra ou meio de pagar contas. Quem procura o serviço não chega descrevendo lazer patológico, chega descrevendo uma estratégia de renda que deixou de funcionar. Uma conversa que trata a aposta como diversão descontrolada erra o objeto da ambivalência do paciente logo na primeira sessão, e o efeito disso aparece como abandono, não como resistência.
O segundo terreno em que o método tem função é a comorbidade, que nessa população é regra. Galeazzi, Marchi e Castagnini (European Psychiatry, 2025), reunindo 12 estudos populacionais de 1993 a 2024, encontraram 82,2% de qualquer transtorno mental em pessoas com transtorno do jogo, 34,2% de transtornos por uso de substâncias e 30,9% de transtornos do humor. O Guia do Ministério da Saúde (2026) trata explicitamente a coexistência entre problemas com apostas e uso de álcool e outras drogas e determina que a avaliação psicossocial seja ampliada para além das apostas. Uma conversa que consegue circular por vários alvos de mudança sem transformar cada um deles em confronto é operacionalmente diferente de um protocolo com alvo único.
Há ainda a compatibilidade doutrinária com a rede que atende. O Guia fixa a redução de danos como eixo estruturante da atenção psicossocial, ancorada em Marlatt (1998), Fiore (2012) e OMS (2020), e resume o deslocamento em uma frase: a redução de danos desloca o foco do controle para o acompanhamento contínuo. Apoio à autonomia e ausência de confronto são exatamente o registro conversacional que esse eixo pede. Isso justifica ensinar o método na formação da rede, com uma condição: ensinar também o que ele não entrega.
Quando usar e quando ela não basta?
Tem função quando
- A pessoa está hesitante e ainda decide se entra no cuidado (NICE NG248, rec. 1.5.12).
- O primeiro contato é remoto e curto, como o teleatendimento de cerca de 50 minutos do Meu SUS Digital.
- Há mais de um alvo possível de mudança, com apostas e uso de álcool ou outras drogas coexistindo.
- O serviço trabalha por redução de danos e Projeto Terapêutico Singular, sem meta de abstinência imposta.
- A ambivalência do paciente gira em torno de renda, e não de lazer.
Não basta quando
- O objetivo declarado é reduzir gravidade ou frequência do jogo, desfecho em que o NICE manda oferecer terapia cognitivo-comportamental.
- A pessoa já entrou no cuidado e o problema passou a ser sustentar o ganho depois do fim do tratamento.
- Há risco imediato à vida, situação que pede intervenção em crise e retaguarda da rede.
- A equipe não tem supervisão nem gravação de sessão, porque sem fidelidade monitorada não se sabe o que está sendo entregue.
- O serviço espera que a conversa substitua o componente de prevenção de recaída previsto na rec. 1.5.15 do NICE.
O critério de decisão cabe em uma linha. Use Entrevista Motivacional para levar a pessoa até o tratamento e para manter a conversa possível quando o alvo ainda está em disputa. Use protocolo estruturado para mover o desfecho, e planeje o seguimento desde a primeira sessão, porque é lá que o ganho se perde. O comparativo entre Entrevista Motivacional e terapia cognitivo-comportamental no transtorno do jogo abre os dois pares de tamanhos de efeito lado a lado.
Como se forma no Brasil quem vai aplicar o método?
Por competência declarada em currículo, e não por título profissional. A Resolução CFP no 23, de 13 de outubro de 2022, em vigor desde 2 de janeiro de 2023, lista no artigo 4o treze especialidades reconhecidas, entre elas Psicologia Clínica, Psicologia em Saúde, Neuropsicologia e Avaliação Psicológica. Dependência química, adicções e transtorno do jogo não estão na lista. Quem trabalha com esses temas registra, quando registra, sob Psicologia Clínica ou Psicologia em Saúde, e a formação específica aparece como competência, não como especialidade.
A régua acadêmica da especialização vem de outra autoridade. A Resolução CNE/CES no 1, de 6 de abril de 2018, fixa no artigo 7o, inciso I, a carga mínima de 360 horas com efetiva interação no processo educacional, exige no artigo 9o pelo menos 30% do corpo docente com título de pós-graduação stricto sensu, e obriga no artigo 8o, inciso III, que o histórico escolar traga o elenco do corpo docente que efetivamente ministrou o curso com a titulação de cada um. O parágrafo 4o do mesmo artigo 8o é o mais mal compreendido do mercado brasileiro e está escrito em letra literal: os certificados obtidos em cursos de especialização não equivalem a certificados de especialidade.
O caminho para o registro mudou em 2025. A Resolução CFP no 17, de 10 de junho de 2025, alterou a Resolução no 23/2022 e incluiu a Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Psicologia como via de comprovação do conhecimento teórico-metodológico, ao lado do certificado de especialização de instituição credenciada e da aprovação em prova do CFP. São três caminhos, e não dois, desde junho de 2025. A prova, porém, não está aberta: a XV edição foi homologada em 23 de setembro de 2025 e a próxima está programada para 2027, ainda sem data definida.
A demanda por essa formação tem um número medido. O Tribunal de Contas da União, no Acórdão 1173/2025 do Plenário, processo TC 024.852/2024-4, publicado em 28 de maio de 2025, ouviu 2.000 profissionais de saúde do SUS e registrou 55,2% declarando não se sentir preparados para atender pessoas com dependência de apostas. Enquanto isso, a capacidade de teleatendimento do Ministério da Saúde saiu de 600 consultas mensais em março de 2026 para até 100 mil em agosto de 2026. A oferta de atendimento escalou antes da competência para atender, e é esse descompasso que sustenta a procura por pós-graduação no tema. O percurso de rede aparece em stepped care e em matriciamento na atenção primária.
Perguntas frequentes
O que é Entrevista Motivacional, na definição dos próprios autores?
Na quarta edição de Motivational Interviewing (Miller e Rollnick, The Guilford Press, 2023), a Entrevista Motivacional passou a ser definida como um jeito particular de conversar com pessoas sobre mudança e crescimento para fortalecer a motivação e o compromisso delas próprias. No documento oficial dos autores sobre o que mudou na edição, datado de 17 de agosto de 2023, o espírito do método continua com quatro componentes, mas evocação (evocation) foi substituída por empoderamento (empowerment), ao lado de parceria, aceitação e compaixão. Os quatro processos passaram a se chamar tarefas: engajar, focar, evocar e planejar.
Qual é a evidência da Entrevista Motivacional no transtorno do jogo?
Forman, Boughter, McAfee, Ginley, Whelan e Pfund (Psychology of Addictive Behaviors, 2025, v. 39, n. 4, p. 365-374) reuniram os ensaios de intervenções informadas por Entrevista Motivacional em jogo problemático e transtorno do jogo. Os efeitos ficaram praticamente colados no zero: g = -0,04 na frequência de jogo e g = 0,01 na gravidade dos sintomas no pós-tratamento, com g = -0,02 e g = -0,10 no seguimento. Os autores registram dois pontos que mudam a leitura desses números. Nenhum ensaio randomizado estabeleceu a integridade da Entrevista Motivacional nessa população, e as estimativas anteriores de efeito estavam superestimadas porque incluíam ensaios que combinavam a conversa motivacional com cadernos de exercícios de terapia cognitivo-comportamental.
O NICE recomenda Entrevista Motivacional para danos relacionados ao jogo?
A diretriz NG248 do NICE, publicada em 28 de janeiro de 2025, usa dois verbos diferentes para duas intervenções. A recomendação 1.5.12 manda considerar a Entrevista Motivacional para fortalecer confiança e compromisso com a mudança, especialmente em pessoas hesitantes. A recomendação 1.5.13 manda oferecer terapia cognitivo-comportamental em grupo para reduzir gravidade e frequência do jogo, iniciada logo após o diagnóstico, e a 1.5.15 fixa a dose típica em 8 a 10 sessões em grupo ou 6 a 8 sessões individuais, com componente de prevenção de recaída. No vocabulário do NICE, considerar e oferecer marcam forças de evidência diferentes.
A Entrevista Motivacional aparece no Guia brasileiro sobre jogos de apostas?
Ela não aparece como protocolo recomendado. O Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, do Ministério da Saúde, primeira edição de 2026, organiza o cuidado em torno de redução de danos, matriciamento, Projeto Terapêutico Singular e atenção territorial na Rede de Atenção Psicossocial. Nem a Entrevista Motivacional nem a terapia cognitivo-comportamental são nomeadas como protocolo de escolha. O Guia indica três instrumentos de apoio na avaliação, o Autoteste de Jogo (Velasquez, 2021), o PGSI (Ferris e Wynne, 2001) e a Esdeje (Lemos, 2015), e afirma que eles são complementares à avaliação e não direcionadores do cuidado.
Onde um psicólogo brasileiro se forma para atuar com dependências e transtorno do jogo?
Por competência declarada em currículo, e não por título. A Resolução CFP no 23, de 13 de outubro de 2022, lista 13 especialidades no artigo 4o, e nenhuma delas é dependência química, adicções ou transtorno do jogo: quem atua nesse campo registra, quando registra, sob Psicologia Clínica ou Psicologia em Saúde. A Resolução CNE/CES no 1, de 6 de abril de 2018, fixa 360 horas de carga mínima na especialização lato sensu e no mínimo 30% do corpo docente com título stricto sensu, e o artigo 8o, parágrafo 4o, diz literalmente que os certificados obtidos em cursos de especialização não equivalem a certificados de especialidade. O IPOG mantém MBAs em Psicologia com corpo docente nominal e estrutura multicampus; grade, modalidade e turma vigentes ficam no portal oficial.
Síntese
Um método com lugar definido, e não com aplicação universal
- A quarta edição (Miller e Rollnick, 2023) trocou evocação por empoderamento no espírito do método e renomeou os quatro processos como tarefas.
- No transtorno do jogo, os efeitos ficaram entre g = -0,04 e g = 0,01 no pós-tratamento, e nenhum ensaio randomizado monitorou fidelidade (Forman et al., 2025).
- O NICE (NG248, 2025) manda considerar a Entrevista Motivacional e oferecer terapia cognitivo-comportamental em grupo.
- O lugar do método é a entrada no cuidado e a ambivalência ainda em disputa, com o desfecho a cargo de protocolo estruturado e do seguimento.