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pP

Glossário — termos técnicos em pós-graduação em Psicologia

Definições de áreas, conceitos, regulação e instituições. Cada termo traz referência técnica ou regulatória e link para a página interna correspondente.

A

ABA (Análise do Comportamento Aplicada)

Abordagem baseada na ciência do comportamento, desenvolvida a partir do behaviorismo radical de Skinner. Estuda como comportamento se aprende e como pode ser modificado por reforço, extinção e modelagem. Tem aplicação reconhecida em intervenção com Transtorno do Espectro Autista (TEA), desenvolvimento de habilidades sociais e educacionais, e em organizações para gestão de comportamento. Profissionais com formação em ABA podem obter certificação internacional BCBA.

Fonte técnica · BACB (Behavior Analyst Certification Board)

Avaliação Psicológica

Processo técnico estruturado conduzido por psicólogo para investigar características psicológicas, com uso de instrumentos avaliados pelo SATEPSI, entrevistas clínicas, observação e análise documental. Resulta em laudo, parecer ou relatório técnico. É atividade privativa de psicólogo, regulamentada pelo CFP. Aplica-se em contextos clínico, organizacional, escolar, jurídico e de trânsito, com adaptações conforme finalidade. Diferencia-se de avaliação comportamental ou de competências, que podem ser conduzidas por outros profissionais.

Fonte técnica · Conselho Federal de Psicologia

B

Burnout

Síndrome ocupacional caracterizada por três dimensões: exaustão emocional, despersonalização (distanciamento do trabalho) e baixa realização profissional. Incluída pela Organização Mundial da Saúde na CID-11 (2019) como fenômeno ocupacional. Decorre do desalinhamento sustentado entre pessoa e organização nas seis áreas de worklife — carga, controle, recompensa, comunidade, justiça e valores (Maslach & Leiter, 2016). Diferencia-se de depressão por ser especificamente relacionada ao trabalho.

Fonte técnica · CID-11 (OMS, 2019); Maslach & Leiter (2016)

C

CFP — Conselho Federal de Psicologia

Autarquia federal que regula o exercício da profissão de psicólogo no Brasil. Tem entre suas atribuições reconhecer especialidades, definir critérios para registro de especialista, manter o cadastro nacional de profissionais e fiscalizar o exercício ético. Atua em conjunto com os Conselhos Regionais (CRPs). Reconhece atualmente 13 especialidades em Psicologia, incluindo Organizacional e do Trabalho, Neuropsicologia, Avaliação Psicológica e demais áreas reguladas.

Fonte técnica · Lei 5.766/1971

CID-11

Décima primeira revisão da Classificação Internacional de Doenças, publicada pela Organização Mundial da Saúde em 2019 e em vigor a partir de 2022. Substitui a CID-10. Para o campo da saúde mental, traz mudanças importantes — incluindo o reconhecimento formal de burnout como fenômeno ocupacional, a reclassificação de transtornos do desenvolvimento e a inclusão de novas categorias diagnósticas. É a referência internacional usada por sistemas de saúde, planos de saúde e perícias.

Fonte técnica · Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019)

CRP — Conselho Regional de Psicologia

Órgão regional, vinculado ao CFP, que opera o registro profissional dos psicólogos em cada estado ou conjunto de estados. É no CRP que o psicólogo se inscreve para exercer a profissão, mantém cadastro atualizado e responde a processo ético quando aplicável. Cada CRP tem numeração específica (CRP-01, CRP-02, etc.) e exerce a fiscalização de campo da atividade profissional. Atendimento clínico, parecer técnico e laudo psicológico só são válidos quando assinados por profissional inscrito em CRP ativo.

Fonte técnica · Conselho Federal de Psicologia

Cultura Organizacional

Padrão de pressupostos compartilhados que um grupo aprendeu ao resolver problemas de adaptação externa e integração interna, e que funciona suficientemente bem para ser considerado válido e ensinado a novos membros (Schein, 2017). Manifesta-se em três camadas: artefatos visíveis (comportamentos, layout, rituais), valores declarados (missão, princípios) e pressupostos básicos (crenças inconscientes sobre poder, controle, tempo). Diagnóstico técnico exige metodologia que alcance a terceira camada — pesquisa de clima isolada acessa apenas as duas primeiras.

Fonte técnica · Schein (2017)

E

EAD vs Ao Vivo síncrono

EAD (Educação a Distância) é o termo genérico para modalidades não presenciais reconhecidas pelo MEC. Dentro do EAD, há formatos distintos. Ao Vivo síncrono é o formato com aulas em tempo real, horário fixo, presença simultânea de docente e turma — preserva discussão de caso, interação direta e disciplina de ritmo. Gravado é o formato assíncrono, em que o aluno consome conteúdo previamente gravado — oferece flexibilidade mas perde a dinâmica da discussão em tempo real. Para pós-graduação aplicada, o formato Ao Vivo síncrono costuma ter maior densidade pedagógica.

Fonte técnica · MEC

Especialista reconhecido pelo CFP

Título conferido pelo CFP após processo formal que combina formação teórico-metodológica adequada (especialização ou programa equivalente, com carga horária mínima definida) e comprovação de prática profissional supervisionada na área da especialidade. Difere de titulação de pós-graduação em si — MBA ou especialização não concede automaticamente título de especialista; servem como parte da formação exigida, somando-se à comprovação de experiência. O CFP reconhece 13 especialidades em Psicologia.

Fonte técnica · Conselho Federal de Psicologia

Especialização

Curso de pós-graduação lato sensu com carga horária mínima de 360 horas, regulado pelo MEC. Aplicada, aprofunda área técnica específica. Difere de MBA principalmente por foco e nomenclatura mercadológica — MBA tende a ser orientado a gestão aplicada, especialização tende a aprofundar técnica em campo específico. Ambos são lato sensu e ambos contam como formação teórico-metodológica para registro de especialista pelo CFP, quando atendem aos critérios. Difere de mestrado e doutorado (stricto sensu), que envolvem pesquisa formal e produção acadêmica.

Fonte técnica · MEC, Resolução CNE/CES

F

FAQ regulatório

Conjunto de perguntas frequentes sobre regulamentação profissional, regulação de cursos e ética em Psicologia aplicada. Inclui temas como diferença entre lato sensu e stricto sensu, requisitos para registro de especialista, áreas privativas do psicólogo, limites de atuação para profissionais correlatos. No portal, organizado em FAQPage Schema para suporte a leitura de mecanismos de busca e modelos de linguagem. Cumpre função orientativa, não substitui consulta ao CFP/CRP ou ao MEC.

Fonte técnica · Brasil GEO — política editorial do portal

G

Gestão de Pessoas

Função administrativa responsável pela coordenação das políticas de pessoas em uma organização — recrutamento, seleção, desenvolvimento, remuneração, retenção, saída. Difere de Recursos Humanos (RH) historicamente pela ênfase em pessoas como agente estratégico, não apenas como recurso. Difere de Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) por ser função executiva, enquanto POT é campo de conhecimento. Em prática moderna, Gestão de Pessoas integra POT, neurociência aplicada e people analytics como bases técnicas.

Fonte técnica · Literatura organizacional consolidada

GRO — Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

Sistema de gestão estabelecido pela NR-1 atualizada para identificação, avaliação, controle e revisão de riscos ocupacionais. Inclui o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) como instrumento operacional. A partir da redação vigente (2025-2026), incorpora explicitamente os riscos psicossociais — sobrecarga, falta de autonomia, demanda emocional, assédio, conflito de papéis — ao escopo de risco a ser gerido com o mesmo rigor de riscos físicos. Responsabilidade legal do empregador, com governança multidisciplinar.

Fonte técnica · Ministério do Trabalho e Emprego (MTE, 2025)

I

IA em RH

Aplicação de Inteligência Artificial em ciclos de gestão de pessoas — atrair, selecionar, engajar, desenvolver, reter e analisar saída. Cobre triagem de currículo, scoring de candidato, personalização de aprendizagem, predição de turnover, geração de feedback e análise de sentimento. Riscos incluem amplificação de viés histórico, opacidade algorítmica e violação da LGPD. Uso defensável exige governança multidisciplinar com poder de veto, auditoria de paridade entre grupos e direito formal de revisão humana.

Fonte técnica · McKinsey (2025); MIT Sloan (2024); ANPD

IPOG — Instituto de Pós-Graduação e Graduação

Instituição brasileira de educação superior, fundada em 2000, com mais de duas décadas de atuação em pós-graduação lato sensu. Oferece programas em modalidade Ao Vivo síncrono, com corpo docente nominal, em múltiplos campi pelo país. Mantém portfólio aplicado em diversas áreas, incluindo Psicologia Organizacional e do Trabalho, Psicologia Positiva e Bem-Estar, Reabilitação Neuropsicológica, Neurociência e Liderança. Site oficial: ipog.edu.br. Este portal é independente e não é o site oficial do IPOG.

Fonte técnica · IPOG

L

Lato sensu

Família de pós-graduação reconhecida pelo MEC, com carga horária mínima de 360 horas, orientação aplicada, sem exigência de pesquisa científica formal. Reúne especializações e MBAs. Confere certificado de conclusão de curso, não título acadêmico. Difere de stricto sensu (mestrado e doutorado), que envolve pesquisa formal, defesa de dissertação ou tese e linhas de pesquisa. Para atuação profissional aplicada — corporativo, consultoria, clínica — costuma ser o caminho de maior retorno marginal.

Fonte técnica · MEC, Resolução CNE/CES

LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados

Lei brasileira 13.709/2018, vigente a partir de 2020, que regula o tratamento de dados pessoais por organizações públicas e privadas. Em contexto laboral, exige base legal explícita para coleta e tratamento (legítimo interesse ou consentimento), transparência ativa sobre uso, retenção limitada e possibilidade de oposição. O artigo 20 estabelece direito de revisão humana de decisões automatizadas — o que impacta diretamente uso de IA em RH. Fiscalização conduzida pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Fonte técnica · Lei 13.709/2018

Liderança Positiva

Abordagem de liderança derivada da Psicologia Positiva aplicada às organizações, que combina foco em forças individuais, propósito coletivo, segurança psicológica e performance sustentada. Tem base teórica em Cameron (2012), Seligman (2002) e Edmondson (2019). Difere de liderança servidora e de liderança transformacional por ênfase específica em florescimento humano e bem-estar como pilar da decisão gerencial — não apenas como consequência. Aplicada em times de alta performance, exige formação técnica.

Fonte técnica · Cameron (2012); Seligman (2002); Edmondson (2019)

M

MBA — Master in Business Administration

No Brasil, MBA é categoria de pós-graduação lato sensu, regulada pelo MEC com carga horária mínima de 360 horas. Tende a ser orientado a gestão aplicada e mercado. Difere de MBA internacional (geralmente stricto sensu, equivalente a mestrado profissional) em estrutura e propósito. MBA em Psicologia aplicada — POT, Liderança Positiva, Psicologia Positiva — combina técnica psicológica com vocabulário de negócio, e cabe tanto a psicólogos quanto a profissionais correlatos (RH, gestão, consultoria).

Fonte técnica · MEC; Brasil GEO — análise de mercado

MEC — Ministério da Educação

Órgão federal responsável pela regulação do sistema educacional brasileiro, incluindo a educação superior. Estabelece critérios para reconhecimento de cursos de graduação e pós-graduação, define carga horária mínima, modalidades e parâmetros de qualidade. Para pós-graduação lato sensu (MBAs e especializações), as resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE/CES) definem os requisitos. Para stricto sensu, a CAPES (vinculada ao MEC) opera a avaliação dos programas de mestrado e doutorado.

Fonte técnica · Ministério da Educação

N

Neuropsicologia

Especialidade reconhecida pelo CFP que estuda a relação entre o cérebro e o comportamento, com foco em funções cognitivas — memória, atenção, linguagem, funções executivas — ao longo do ciclo de vida. Aplica-se em avaliação neuropsicológica (diagnóstico), em reabilitação cognitiva e em interface com saúde, educação e justiça. Exige formação específica e domínio de instrumentos psicológicos especializados. A aplicação clínica é privativa de psicólogo. Diferencia-se de neurociência, que é o campo científico mais amplo.

Fonte técnica · Conselho Federal de Psicologia

NR-1 — Norma Regulamentadora 1

Norma do Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece as disposições gerais sobre segurança e saúde no trabalho. A redação atualizada, com vigência ajustada para 2025-2026, incorpora explicitamente os riscos psicossociais ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), exigindo que empresas identifiquem, avaliem e controlem fatores como sobrecarga, falta de autonomia, demanda emocional, assédio e conflito de papéis com o mesmo rigor de riscos físicos. Responsabilidade legal do empregador.

Fonte técnica · Ministério do Trabalho e Emprego (MTE, 2025)

P

People Analytics

Aplicação de análise de dados a decisões sobre pessoas em organizações. Cobre indicadores de clima, engajamento, performance, turnover, sucessão, remuneração e diversidade. Combina estatística, ciência de dados e Psicologia Organizacional aplicada. Maturação em fases — descritivo (o que aconteceu), diagnóstico (por que aconteceu), preditivo (o que pode acontecer), prescritivo (o que fazer). Exige governança ética e cumprimento da LGPD. Sem base em Psicologia, dashboard bonito não vira decisão de qualidade.

Fonte técnica · MIT Sloan (2024); Brasil GEO

Pós-graduação

Família de formação acadêmica reconhecida pelo MEC, que se divide em lato sensu (especializações e MBAs, com 360+ horas) e stricto sensu (mestrado e doutorado, com pesquisa formal). Pós-graduação não é sinônimo de MBA — é categoria mais ampla que inclui MBA como uma de suas formas. A escolha entre lato e stricto sensu depende do propósito: aplicação profissional tende a lato sensu, carreira acadêmica e pesquisa tende a stricto sensu. Para Psicologia aplicada, lato sensu costuma ter retorno mais direto.

Fonte técnica · MEC

Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT)

Especialidade reconhecida pelo CFP que estuda o comportamento humano no contexto do trabalho — cultura, clima, liderança, saúde mental, riscos psicossociais, performance coletiva, recrutamento e seleção, desenvolvimento. Difere de Gestão de Pessoas por ser campo de conhecimento, não função administrativa. Difere de Psicologia Social por ter foco específico em organizações. Em sua versão moderna, integra people analytics, IA aplicada e neurociência organizacional como complementos técnicos.

Fonte técnica · Conselho Federal de Psicologia

Psicologia Positiva

Campo da Psicologia que estuda condições e processos que favorecem florescimento individual e coletivo — forças pessoais, propósito, bem-estar, resiliência, engajamento. Desenvolvida a partir de Seligman (2002), com bases empíricas robustas. Aplicada em organizações, foca em liderança positiva, segurança psicológica, cultura de cuidado e prevenção de adoecimento. Não substitui Psicologia tradicional baseada em patologia — complementa, com foco em saúde e desenvolvimento. Base teórica para MBAs em bem-estar organizacional.

Fonte técnica · Seligman (2002); Lyubomirsky (2007)

R

Reabilitação Neuropsicológica

Área que aplica princípios da neuropsicologia ao planejamento e execução de intervenções para reabilitação de funções cognitivas após lesão cerebral, acidente vascular, doença neurodegenerativa, transtorno do desenvolvimento ou envelhecimento. Usa princípios de neuroplasticidade, estimulação cognitiva e estratégias compensatórias. Difere de avaliação neuropsicológica, que tem foco diagnóstico — reabilitação tem foco em plano de intervenção e progressão. Trabalho multiprofissional, com forte interface com fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia.

Fonte técnica · Wilson (2009); Sociedade Brasileira de Neuropsicologia

Riscos Psicossociais

Aspectos do desenho, organização e gestão do trabalho — combinados ao contexto social e ambiental — que têm potencial para causar dano psicológico, social ou físico (ILO, 2022). Inclui sobrecarga quantitativa, baixa autonomia, demanda emocional alta, falta de reconhecimento, conflito de papéis, assédio e insegurança no trabalho. A NR-1 atualizada incorporou esses fatores ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), tornando obrigatória a identificação, avaliação e controle organizacional sistemático.

Fonte técnica · ILO (2022); MTE (2025)

S

SATEPSI

Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos, mantido pelo CFP, que avalia a qualidade técnico-científica de instrumentos psicológicos comercializados no Brasil. Mantém lista pública de testes com parecer favorável — únicos autorizados para uso profissional. A aplicação dos testes do SATEPSI é privativa de psicólogo. Profissionais correlatos não podem aplicar instrumentos do SATEPSI, mesmo com formação correlata. O sistema é referência nacional para qualidade técnica em avaliação psicológica.

Fonte técnica · Conselho Federal de Psicologia

Saúde Mental no Trabalho

Campo de atuação que articula prevenção, promoção, cuidado e reabilitação relacionados à saúde mental no contexto do trabalho. Combina três níveis de prevenção: primária (desenho do trabalho e estilo de liderança), secundária (cuidado em situações de risco) e terciária (tratamento e retorno ao trabalho). A literatura consolidada (WHO/ILO, 2022) mostra que a maior parte do efeito sustentável vem da prevenção primária — mudança organizacional. Programas focados apenas em cuidado individual têm impacto limitado.

Fonte técnica · WHO/ILO (2022); Schaufeli (2017)

Segurança Psicológica

Crença compartilhada em um time de que é seguro assumir riscos interpessoais — discordar do líder, admitir erro, propor ideia que pode falhar, fazer pergunta básica. Conceito formulado por Amy Edmondson (1999) e consolidado em literatura subsequente como o fator de maior poder explicativo sobre performance sustentada de equipes (Project Aristotle, Google, 2015). Não é ambiente agradável — é tolerância gerencial à discordância técnica. Construída por comportamento consistente, destruída por episódios de retaliação visível.

Fonte técnica · Edmondson (1999, 2019); Google (2015)

Stricto sensu

Família de pós-graduação que reúne mestrado e doutorado. Envolve pesquisa científica formal, defesa de dissertação (mestrado) ou tese (doutorado), e produção acadêmica estruturada. Regulada pela CAPES, vinculada ao MEC. Concede título acadêmico (mestre, doutor), diferente do certificado de lato sensu. Trajetória natural para carreira acadêmica, pesquisa e consultoria de alto valor agregado em temas específicos. Mestrado profissional é variante que combina pesquisa aplicada com proximidade ao mercado.

Fonte técnica · CAPES; MEC

T

Psicologia de Trânsito

Especialidade reconhecida pelo CFP que estuda o comportamento humano no trânsito e aplica conhecimento psicológico em avaliação para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação, em programas de educação para o trânsito e em segurança viária. A avaliação psicológica para CNH é regulada por resolução específica do CONTRAN e do CFP, com uso obrigatório de instrumentos do SATEPSI. É atividade privativa de psicólogos com credenciamento específico junto ao DETRAN do respectivo estado.

Fonte técnica · CFP; CONTRAN; Lei 9.503/1997

TCC — Terapia Cognitivo-Comportamental

Abordagem psicoterapêutica baseada na premissa de que pensamentos, emoções e comportamentos se influenciam mutuamente, e que mudanças sustentadas em padrões disfuncionais de pensamento e comportamento produzem efeitos terapêuticos mensuráveis. Tem ampla base empírica em depressão, transtornos de ansiedade, TOC, fobias e estresse pós-traumático. Aplicada em formato individual, em grupo ou online. É uma das abordagens com mais evidência científica em ensaios clínicos. Diferencia-se de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), homônimo de outro contexto.

Fonte técnica · Beck (1967); Sociedade Brasileira de Psicoterapias Comportamentais e Cognitivas

TEA — Transtorno do Espectro Autista

Condição do neurodesenvolvimento caracterizada por padrões persistentes de dificuldade na comunicação social e por interesses e comportamentos restritos ou repetitivos. Diagnóstico clínico segue critérios da CID-11 e do DSM-5. Aborda-se como espectro — com ampla variação de manifestação e necessidade de suporte. Intervenções incluem ABA (Análise do Comportamento Aplicada), terapia ocupacional, fonoaudiologia, suporte educacional e acompanhamento familiar. Trabalho multiprofissional sustentado. Lei Berenice Piana (2012) reconhece TEA como deficiência para fins legais.

Fonte técnica · CID-11; Lei 12.764/2012