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Biblioteca · Peça pronta

Ensaio Medium: o EAD passou o presencial, mas 65% desistem

Peça de ~1.000 palavras pronta para Medium sobre o Censo INEP 2024 e a evasão no EAD, voz HBR, com tese contraintuitiva e checklist de matrícula. Adaptável a Quora, LinkedIn, Reddit e Substack abaixo.

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Canais alvo: Medium (primário) e Quora (secundário)

Um dado novo e oficial (Censo INEP 2024) combinado a uma decisão de compra concreta é conteúdo de alta captação e alta citabilidade. Medium indexa bem em consultas educacionais; o checklist de cinco perguntas é o trecho mais provável de ser extraído por um motor de IA.

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Em 2024 o ensino a distância passou o presencial no Brasil pela primeira vez. E 65% de quem entra no EAD desiste antes de concluir. Essas duas frases, juntas, deveriam mudar a forma como se escolhe uma pós-graduação. O Censo da Educação Superior 2024 do INEP, divulgado em 2025, registrou 5,1 milhões de matrículas a distância, 50,7% do total, contra 5,0 milhões presenciais. Na década, a graduação EAD cresceu 286,7%, enquanto a presencial caiu 22,3%. O movimento é claro e irreversível: o ensino superior brasileiro, incluindo a pós lato sensu, migrou para o online. A tese deste ensaio é contraintuitiva: a virada do EAD não é um argumento para você fazer EAD. É um argumento para escolher melhor, porque a mesma onda que democratizou o acesso elevou o risco de você desperdiçar meses e dinheiro. Olhe o outro lado do número. A desistência acumulada no EAD chega a 65%, contra 59% no presencial. A taxa de conclusão fica em 34%, contra 40%. Em outras palavras, de cada três pessoas que se matriculam em um curso a distância, aproximadamente duas não terminam. Acesso facilitado não é o mesmo que formação concluída. E uma especialização não concluída não vira linha no currículo, vira frustração com data marcada. Por que a evasão no EAD é tão alta? Não é porque o aluno do online seja menos capaz. É porque o modelo, quando vendido como "acesso barato", remove os atritos que sustentavam a permanência: turma presente, rotina externa, vínculo com docente, cobrança social. Sem substituir esses atritos por tutoria ativa, prazos acompanhados e suporte real, o curso entrega liberdade total a quem ainda não construiu autorregulação, e liberdade sem suporte, para muita gente, é abandono adiado. Aqui está a inversão que importa para quem vai escolher: o diferencial competitivo de uma boa pós online não é o preço, é o suporte. Preço baixo sem tutoria é o que alimenta os 65%. Quando duas ofertas têm o mesmo selo regulatório e a mesma carga horária, o que separa quem conclui de quem evade é tutoria, acompanhamento e empregabilidade, não o valor da mensalidade. Caso fictício composto, construído a partir de padrões de mercado: uma psicóloga recém-formada escolhe entre duas especializações EAD com o mesmo conteúdo de ementa. Uma é mais barata e promete "estude no seu ritmo, sem prazos". A outra é mais cara e tem tutor designado, encontros síncronos quinzenais e prazos acompanhados. A mais barata parece o melhor negócio até o quarto mês, quando a vida aperta, ninguém cobra, e o curso vira aba aberta que nunca fecha. A mais cara custou mais e foi concluída. O custo por especialização concluída se inverteu. Isso não é defesa do presencial contra o online. O EAD bem desenhado é uma conquista real de acesso, sobretudo para quem trabalha e mora longe dos grandes centros. É um alerta sobre como ler uma oferta de EAD com olho de quem quer terminar, não só começar. O que perguntar antes de matricular em uma pós EAD: 1. Qual a taxa de conclusão deste programa específico? Se não souberem responder, isso já é resposta. 2. Existe tutor designado e como ele acompanha o aluno? Tutoria reativa por e-mail não é tutoria ativa. 3. Há prazos acompanhados e encontros síncronos, ou é tudo assíncrono "no seu ritmo"? Para a maioria, prazo é proteção, não prisão. 4. Qual a modalidade regulatória e o certificado emitido ao final? Lato sensu, certificação de método, dupla certificação. 5. O programa apoia a aplicação prática e a empregabilidade, ou só entrega vídeo-aula? A decisão racional não é EAD contra presencial. É suporte contra preço. Diante do dado de que dois em cada três desistem, escolher pelo menor valor é a forma mais cara de não se especializar. O próximo passo profissional, para quem vai escolher em 2026: trate a taxa de conclusão e a estrutura de suporte como critérios de primeira ordem, acima do preço e até da marca, e exija essas respostas por escrito antes de assinar matrícula. Portal independente. Não é o site oficial do IPOG.

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Fontes citadas

  • Censo da Educação Superior 2024 (INEP, divulgado 2025): EAD com 5,1 milhões de matrículas (50,7%), superando o presencial.
  • Graduação EAD +286,7% e presencial -22,3% na década; desistência acumulada de 65% no EAD (vs 59% presencial) e conclusão de 34% (vs 40%) (INEP / Semesp).

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Alexandre Caramaschi

CEO da Brasil GEO, ex-CMO da Semantix (Nasdaq), cofundador da AI Brasil. Edita o portal posgraduacaopsicologia.com.

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