Por que este FAQ importa para psicólogos brasileiros em 2026
Modificadores de doença anti-amiloide reconfiguraram o cenário clínico em Alzheimer. CLARITY-AD (van Dyck et al., 2023, *NEJM*) com n=1.795 demonstrou desaceleração de 27% no declínio cognitivo medido por CDR-SB ao longo de 18 meses para lecanemab. TRAILBLAZER-ALZ 2 (Mintun et al., 2024, *JAMA*) com n=1.736 reportou desaceleração de 35% em iADRS em 76 semanas para donanemab, com efeito superior em pacientes com carga de tau baixa a intermediária. Em paralelo, Ashton et al. (2024, *Nature Medicine*) consolidaram p-tau217 plasmático como triagem altamente acurada (AUC 0,96 para amiloide cerebral). O efeito agregado: o diagnóstico biológico de Alzheimer, antes restrito a centros de pesquisa com PET amiloide ou líquor, torna-se acessível em escala — e o tratamento modificador, antes inexistente, torna-se realidade.
Para o psicólogo brasileiro, a janela de 2026-2027 traz mudança estrutural. Equipes interdisciplinares precisam de neuropsicólogos formados em bateria longitudinal para CCL e Alzheimer leve, em instrumentos canônicos de ensaios (CDR-SB, ADAS-Cog), em articulação com biomarcador plasmático e em monitoramento de eventos como ARIA. As perguntas a seguir cobrem o que neuropsicólogas e neuropsicólogos precisam dominar para participar dessa nova prática — desde indicação clínica até logística de monitoramento, passando por custos, formação e articulação interdisciplinar.
As 17 perguntas
O que são lecanemab e donanemab e como atuam?
Lecanemab (Leqembi) e donanemab (Kisunla) são anticorpos monoclonais humanizados que atacam diferentes formas do peptídeo beta-amiloide (Aβ) acumulado no cérebro na doença de Alzheimer. Lecanemab é IgG1 com afinidade alta por protofibrilas solúveis de Aβ; donanemab é IgG1 dirigido a placas amiloides agregadas (com epítopo N3pG). São os primeiros modificadores de doença aprovados para Alzheimer — a expectativa não é cura, mas desaceleração mensurável do declínio cognitivo. Lecanemab desacelerou em 27% o declínio em CDR-SB ao longo de 18 meses no ensaio CLARITY-AD (van Dyck et al., 2023, *NEJM*, n=1.795). Donanemab desacelerou em 35% o declínio em iADRS em 76 semanas no TRAILBLAZER-ALZ 2 (Mintun et al., 2024, *JAMA*, n=1.736), com efeito maior em pacientes com carga de tau baixa a intermediária.
Qual o status regulatório no Brasil, EUA e Europa?
EUA: a FDA aprovou lecanemab por via acelerada em janeiro de 2023 e converteu para aprovação plena em julho de 2023, baseada no CLARITY-AD; donanemab teve aprovação plena pela FDA em julho de 2024, baseada no TRAILBLAZER-ALZ 2. Europa: a EMA concedeu autorização de marketing condicional para lecanemab em 2024 via CHMP, com reembolso variável por país (Alemanha e França entre os primeiros). Brasil: até maio de 2026, a ANVISA mantém em análise os dossiês de lecanemab e donanemab — a literatura clínica de referência (Ashton et al., 2024; Jack et al., 2024) opera com a premissa de que aprovação local é provável no horizonte 2026-2027, mas [FALTA EVIDÊNCIA] de aprovação formal publicada. Centros de referência brasileiros (HC-FMUSP, HCPA, HC-UNIFESP) já discutem protocolos e formação de equipes. Para uso autorizado, paciente brasileiro tem acessado o medicamento via importação por receita médica e reembolso particular — caminho caro e logisticamente complexo.
Qual a indicação clínica precisa para lecanemab e donanemab?
Ambos têm indicação semelhante: pacientes com Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) por Alzheimer (CCL-EA) ou doença de Alzheimer em fase leve, com confirmação biológica de patologia amiloide cerebral. A confirmação é feita por PET amiloide, líquor (Aβ42/40, p-tau181 ou p-tau217) ou plasma p-tau217 (Ashton et al., 2024, *Nature Medicine*, AUC 0,96 para amiloide cerebral). Pacientes com demência moderada ou avançada estão fora da indicação — não há evidência de benefício e o risco de ARIA aumenta. Pacientes sem confirmação biológica de amiloide cerebral também estão fora — modificadores de doença anti-amiloide pressupõem a patologia alvo. O neuropsicólogo participa da indicação ao caracterizar perfil compatível com CCL-EA (déficit amnéstico predominante, classificação Petersen 2024) e ao acompanhar a trajetória cognitiva com bateria longitudinal.
Por que o genótipo APOE ε4 importa antes do tratamento?
APOE ε4 (apolipoproteína E variante ε4) é o principal fator de risco genético modulador para Alzheimer esporádico e, no contexto dos modificadores de doença, é o principal fator de risco para ARIA (Amyloid-Related Imaging Abnormalities). No CLARITY-AD, pacientes homozigotos APOE ε4/ε4 apresentaram incidência de ARIA-E (edema) superior à do ε3/ε3 — 32,6% vs 5,4% em ARIA-E sintomático foi mais frequente no grupo homozigoto. A EMA limitou a indicação de lecanemab a pacientes heterozigotos ou não-portadores de ε4, com exclusão de homozigotos. A FDA mantém indicação ampla com monitoramento específico. Donanemab também tem aumento de ARIA em portadores de ε4. Em 2026, genotipagem APOE pré-tratamento é parte do padrão de cuidado: o resultado orienta seleção, estratificação de risco e plano de monitoramento de RNM.
O que é ARIA e como é monitorada?
ARIA (Amyloid-Related Imaging Abnormalities) é o conjunto de alterações em RNM associadas ao tratamento anti-amiloide. ARIA-E é edema vasogênico (em FLAIR); ARIA-H é hemorragia ou microhemorragia (em SWI/T2*). Incidência no CLARITY-AD: 12,6% para ARIA-E e 17,3% para ARIA-H, com cerca de 3% de eventos sintomáticos. Incidência no TRAILBLAZER-ALZ 2 (donanemab): 24% para ARIA-E (2% grave), maior em portadores APOE ε4. Sintomas, quando ocorrem, incluem cefaleia, confusão, alterações visuais, náusea e, em casos raros, eventos neurológicos graves. Monitoramento padrão envolve RNM de baseline pré-tratamento, RNM em pontos pré-definidos do protocolo (em geral pré-5ª, 7ª, 14ª infusão para lecanemab; pré-2ª, 3ª, 4ª, 7ª infusão para donanemab) e RNM diante de qualquer sintoma novo. O papel do psicólogo neuropsicólogo é detectar mudança cognitiva ou comportamental que sugira ARIA sintomática e comunicar à equipe médica de imediato.
Como é a infusão e o cronograma de tratamento?
Lecanemab: infusão endovenosa de 10 mg/kg a cada 2 semanas, ad eternum até decisão clínica (interrupção por progressão para demência moderada, ARIA grave ou opção do paciente). Cada infusão dura cerca de 1 hora. Donanemab: infusão endovenosa de 700 mg na 1ª, 2ª e 3ª dose (cada 4 semanas) e 1400 mg da 4ª dose em diante (cada 4 semanas), com regime finito — o paciente pode interromper o tratamento quando a carga de amiloide cerebral cai abaixo de limiar (centiloide PET < 24,1) em ressonâncias seriadas, frequentemente entre 4 e 7 infusões. Donanemab tem vantagem logística e potencialmente econômica pelo regime finito; lecanemab é contínuo. Em 2026, a escolha entre as duas moléculas é discussão clínica considerando perfil de tau, APOE, comorbidades, acesso e preferência do paciente.
Qual o custo no SUS e na rede privada?
SUS: até maio de 2026, lecanemab e donanemab não têm cobertura pública no Brasil, dado o status regulatório pendente na ANVISA. Quando aprovados, a incorporação ao SUS dependerá de avaliação pela CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) com análise de custo-efetividade. Rede privada: nos EUA, o custo anual de lecanemab gira em torno de US$ 26.500 por paciente (preço de tabela); donanemab em torno de US$ 32.000 anuais para o tratamento típico de 18 meses. No Brasil, o custo de aquisição via importação por receita médica fica entre R$ 150.000 e R$ 280.000 por ano segundo dados de centros privados em 2025-2026, sem cobertura ampla por planos de saúde. Custos indiretos (RNM seriadas, infusões em centro especializado, avaliação neuropsicológica longitudinal, genotipagem APOE, biomarcador p-tau217) somam outros R$ 15.000 a R$ 40.000 anuais. Custo-efetividade real-world no Brasil é objeto de discussão regulatória.
Qual o papel do neuropsicólogo antes do tratamento?
O neuropsicólogo participa da avaliação inicial em quatro frentes. Primeira: caracterização do perfil cognitivo com bateria neuropsicológica aprofundada para confirmar CCL ou Alzheimer leve (Petersen, 2024), classificar subtipo (amnéstico/não-amnéstico, single/multiple domain) e documentar a magnitude do déficit por domínio. Segunda: aplicação de instrumentos canônicos de ensaios — CDR e CDR-SB (Morris, 1993), ADAS-Cog (Alzheimer Disease Assessment Scale - Cognitive Subscale), MoCA — que servirão de baseline para acompanhamento de resposta terapêutica. Terceira: detecção de comorbidades cognitivas e psiquiátricas (depressão pseudo-demência, demência por corpos de Lewy, demência vascular, frontotemporal) que mudariam indicação. Quarta: psicoeducação ao paciente e à família sobre o que esperar do tratamento — desaceleração, não cura — e sobre o monitoramento longitudinal. Sem essa caracterização robusta, a indicação fica baseada apenas em biomarcador e exames de imagem, sem o contexto clínico-funcional que define resposta significativa.
Qual a bateria neuropsicológica longitudinal recomendada?
A bateria de acompanhamento durante o tratamento espelha os desfechos primários e secundários dos ensaios. CDR-SB (Clinical Dementia Rating - Sum of Boxes) é o desfecho primário de CLARITY-AD e instrumento global mais sensível à progressão. iADRS (integrated Alzheimer Disease Rating Scale) é o desfecho primário de TRAILBLAZER-ALZ 2, combinando ADAS-Cog13 e ADCS-iADL. ADAS-Cog (versão 13 ou 14) cobre memória, linguagem, praxias e orientação com sensibilidade boa em CCL e Alzheimer leve. MoCA serve para monitoramento mais breve em consultas intermediárias. Aplicação seriada em intervalos pré-definidos (em geral 6 e 12 meses para CDR-SB e ADAS-Cog; a cada 3 meses para MoCA em monitoramento de rotina) gera a curva longitudinal que documenta resposta. Acrescente medidas de funcionalidade (ADCS-iADL ou Functional Assessment Questionnaire) e qualidade de vida (QoL-AD). Documente z-scores e variação intra-sujeito — variação maior que 0,5 desvio-padrão entre avaliações é sinal clínico relevante.
Donanemab com regime finito é melhor que lecanemab contínuo?
A resposta direta: depende de objetivos clínicos e de perfil do paciente. Donanemab no TRAILBLAZER-ALZ 2 mostrou possibilidade de interrupção quando a carga de amiloide cerebral cai abaixo de limiar (centiloide PET < 24,1), com 47% dos pacientes elegíveis para interrupção na 24ª semana e 76% na 76ª. Vantagem: número de infusões reduzido (média 4-7 doses), menor exposição ao medicamento, menor custo cumulativo. Desvantagem: maior incidência relativa de ARIA-E (24% vs 12,6% lecanemab), embora ARIA grave seja comparável. Lecanemab no CLARITY-AD foi continuado por 18 meses no ensaio principal e estudos abertos vêm seguindo pacientes por períodos maiores. Vantagem: perfil de ARIA potencialmente mais favorável; mais maturidade de uso pós-aprovação plena (desde 2023). Desvantagem: tratamento ad eternum, custo cumulativo alto, infusões a cada 2 semanas. A decisão é caso a caso, considerando carga de tau pré-tratamento (donanemab mostra resposta superior em tau baixo a intermediário, com benefício mais modesto em tau alto), genótipo APOE, comorbidades, preferência logística do paciente e custo.
Quem são os candidatos ideais ao tratamento?
O candidato ideal é o paciente com CCL ou Alzheimer leve com biomarcador amiloide positivo (PET amiloide, líquor ou plasma p-tau217), sem demência moderada ou grave, com CDR 0,5 ou 1, MMSE entre 22 e 30, sem doença cerebrovascular significativa (mais de 4 microhemorragias em SWI ou hemorragia macroscópica recente exclui), sem uso de anticoagulantes em altas doses, sem comorbidades clínicas que aumentem risco de ARIA grave, com APOE genotipado e estratificação de risco discutida com paciente e família, com acesso à logística de infusão e RNM seriadas, com rede social que sustenta o programa de tratamento, com expectativa realista de desaceleração (não cura) do declínio. Pacientes em fase pré-clínica de Alzheimer (biomarcador positivo sem queixa cognitiva) estão em ensaios atuais (TRAILBLAZER-ALZ 3, AHEAD 3-45) mas fora de indicação clínica regular em 2026.
Quais os riscos de hemorragia em pacientes em uso de anticoagulantes?
Pacientes em uso de anticoagulantes orais (varfarina, DOACs como apixabana, rivaroxabana, dabigatrana) ou antiplaquetários em dose alta têm risco aumentado de ARIA-H grave e de hemorragia cerebral macroscópica. Casos de morte por hemorragia cerebral associada a lecanemab em pacientes anticoagulados foram descritos em fase pós-marketing e estão na bula. A literatura recomenda discussão multidisciplinar entre neurologia, cardiologia/hematologia e o paciente para avaliar risco-benefício: em FA com risco tromboembólico alto, a interrupção do anticoagulante pode não ser opção; nesse caso, contraindicação relativa ao modificador de doença pode ser indicada. Em pacientes com indicação clara de tratamento e anticoagulação, troca para AAS dose baixa ou avaliação muito individualizada pode ser considerada. Microhemorragias cerebrais pré-existentes em mais de 4 unidades em SWI são critério de exclusão na maioria dos protocolos.
Como é o plano de monitoramento com RNM?
O monitoramento por RNM tem três componentes. Primeiro, baseline: RNM pré-tratamento com FLAIR, SWI ou T2*, T1, DWI — documentação de microhemorragias, atrofia, doença cerebrovascular concomitante e exclusão de outras patologias. Segundo, RNM em pontos pré-definidos do protocolo conforme molécula: para lecanemab, antes da 5ª, 7ª, 14ª e 26ª infusões, conforme bula; para donanemab, antes da 2ª, 3ª, 4ª e 7ª infusões. Terceiro, RNM imediata diante de qualquer sintoma novo (cefaleia persistente, alteração visual, confusão, alteração de marcha, déficit focal). A leitura é especializada — radiologista familiar com critérios de gradação ARIA (leve, moderada, grave) e protocolo de manejo associado. ARIA-E grave ou sintomática implica interrupção temporária (lecanemab) ou definitiva (em alguns protocolos), com retorno condicionado à resolução em RNM de controle. O neuropsicólogo participa do monitoramento ao detectar mudança cognitiva ou comportamental discreta que possa preceder a confirmação radiológica.
Qual a custo-efetividade real-world reportada?
Em 2026, as análises de custo-efetividade ainda são preliminares e variam por país e perspectiva. ICER (Institute for Clinical and Economic Review, EUA) publicou avaliação inicial em 2023 considerando o preço de tabela de lecanemab acima do limiar de custo-efetividade convencional (US$ 50.000-100.000 por QALY), com sensibilidade alta a pressupostos de duração de tratamento e magnitude do benefício no longo prazo. Análises europeias e canadenses chegaram a conclusões semelhantes. No Brasil, [FALTA EVIDÊNCIA] de análise de custo-efetividade publicada pela CONITEC ou Anvisa até maio de 2026 — quando a aprovação regulatória for confirmada, espera-se avaliação formal. Real-world evidence inicial dos EUA e Japão sugere que adesão (manutenção do tratamento) é menor que a observada nos ensaios, com cerca de 30-40% dos pacientes interrompendo nos primeiros 12 meses por ARIA, comorbidades ou preferência. Esse achado modula a análise: efetividade real é menor que eficácia em ensaio.
Como articular o cuidado em equipe interdisciplinar?
O programa de modificadores de doença anti-amiloide exige equipe interdisciplinar estruturada. Neurologista ou geriatra é o médico de referência — coordena indicação, prescreve, acompanha. Radiologista neuro especializado lê as RNM seriadas com critérios ARIA. Equipe de enfermagem capacitada conduz as infusões e monitora reação. Laboratório de referência processa biomarcadores e genotipagem. Neuropsicólogo conduz baseline e acompanhamento longitudinal, comunica equipe sobre mudança cognitiva. Psicólogo clínico oferece suporte psicoterapêutico ao paciente e à família ao longo da trajetória. Assistente social orienta sobre acesso, logística e direitos. Farmacêutico clínico avalia interação medicamentosa. A figura do navegador de cuidados (case manager), comum em centros norte-americanos, ainda é incipiente no Brasil, mas modelos similares estão sendo discutidos em centros de referência. Equipes mal articuladas geram fragmentação que prejudica adesão e segurança.
Quais cuidados em pacientes com comorbidades clínicas?
Pacientes com Alzheimer leve são tipicamente idosos com comorbidades múltiplas. Hipertensão mal controlada aumenta risco de ARIA-H — controle pressórico antes e durante tratamento. Diabetes não controlada compromete trajetória cognitiva geral e adere risco de eventos cerebrovasculares. Doença renal crônica em estágio avançado pode contraindicar pelo perfil farmacocinético e pelo risco aumentado de eventos. Doença cerebrovascular significativa em RNM baseline (microinfartos múltiplos, leucoaraiose grave) modula expectativa de benefício. Comorbidade psiquiátrica não tratada (depressão grave, ansiedade severa) pode mascarar resposta e dificultar adesão. Polifarmácia exige revisão crítica — anticolinérgicos, sedativos, benzodiazepínicos em uso crônico interferem na cognição e devem ser revisados antes do baseline neuropsicológico. Manejo de comorbidades é parte do programa, não passo prévio isolado.
Onde formação aplicada se conecta a esse contexto?
Neuropsicólogas e neuropsicólogos que pretendem participar de equipes de avaliação e acompanhamento longitudinal de pacientes em modificadores de doença para Alzheimer precisam de fundamentação sólida em neuroanatomia funcional, biomarcadores, critérios A/T/N, bateria neuropsicológica para CCL e Alzheimer leve, instrumentos canônicos de ensaios (CDR-SB, ADAS-Cog), interpretação de RNM básica, articulação interdisciplinar e atualização contínua. Programas de pós-graduação em Psicologia que combinam Neuropsicologia, Neurociência aplicada e Reabilitação Neuropsicológica oferecem essa base. O IPOG mantém o MBA em Reabilitação Neuropsicológica e Desenvolvimento Cognitivo e o MBA em Neurociência e Psicologia Positiva no Desenvolvimento Humano em formato Ao Vivo síncrono com corpo docente nominal — fundamentação técnica direta para neuropsicólogas e neuropsicólogos em equipes que integrarão modificadores de doença ao cuidado em 2026-2027. Consulte ipog.edu.br para grade e turma vigentes.
Síntese
Modificadores de doença anti-amiloide são o primeiro avanço terapêutico significativo em Alzheimer — o psicólogo neuropsicólogo é parte estrutural da equipe.
- Lecanemab (CLARITY-AD, 27% desaceleração CDR-SB) e donanemab (TRAILBLAZER-ALZ 2, 35% iADRS) aprovados pela FDA; análise ANVISA em curso em maio/2026.
- Indicação: CCL ou Alzheimer leve com biomarcador amiloide positivo, sem demência moderada, com estratificação APOE ε4 e plano de monitoramento RNM.
- Neuropsicólogo conduz baseline e bateria longitudinal (CDR-SB, ADAS-Cog, MoCA), participa de equipe interdisciplinar e detecta sinais precoces de ARIA sintomática.
- Custo na rede privada brasileira atualmente R$ 150-280 mil/ano via importação; custo-efetividade real-world em discussão regulatória.
Para neuropsicólogas e neuropsicólogos brasileiros, o MBA em Reabilitação Neuropsicológica do IPOG consolida fundamento técnico para participar dessa nova prática. Próximo passo: confirme grade e turma vigentes no portal oficial.
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