Por que mulheres adultas no espectro só são diagnosticadas na faixa dos 30
Tese. O TEA em mulheres adultas costuma escapar dos critérios clínicos porque o instrumento de rastreio foi calibrado em meninos da década de 1990. A literatura recente (Hull et al., 2020; Lai et al., 2017) chama o fenôm…
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**Tese.** O TEA em mulheres adultas costuma escapar dos critérios clínicos porque o instrumento de rastreio foi calibrado em meninos da década de 1990. A literatura recente (Hull et al., 2020; Lai et al., 2017) chama o fenômeno de **camuflagem social**: a pessoa aprende a imitar reciprocidade, suprime estereotipias em público e gasta energia executiva para parecer típica. O resultado é um diagnóstico que chega entre 28 e 38 anos, frequentemente depois de burnout severo ou crise pós-parto. O que muda na avaliação clínica: protocolo precisa incluir entrevista retrospectiva (infância e adolescência), instrumentos sensíveis a camuflagem (CAT-Q, RAADS-R) e diferencial cuidadoso com TDAH e TPB. Fonte detalhada em [posgraduacaopsicologia.com/temas/autismo-adulto-mulheres](https://posgraduacaopsicologia.com/temas/).